CNC 70 anos: do tamanho do futuro

Crédito: ASCOM/PV

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Sobre responsabilidade, passado e futuro

 

Para celebrar os 70 anos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), decidimos, como na comemoração dos 50 e dos 60 anos da instituição, marcar data tão expressiva com a edição de um livro, que sintetiza nossa história e nossa importância dentro de um contexto mais amplo, nacional e internacional.

Retrospectivamente, é possível perceber o quanto a trajetória da CNC está dinamicamente alinhada com a do próprio País. Em 1945 o Brasil já se urbanizava (tínhamos duas cidades com mais de um milhão de habitantes, Rio de Janeiro e São Paulo), mas a economia ainda dependia essencialmente das exportações de café verde e de alguns poucos produtos mais. Somente em 1951 seria inaugurada a primeira estrada interestadual pavimentada, a Via Dutra. Naqueles anos, o País não tinha energia, importava quase todo o petróleo de que precisava e o mercado de consumo era restrito, por falta de renda ou do que comprar.

Os líderes empresariais que participaram da criação da Confederação Nacional do Comércio, denominação original da nossa entidade, tinham perfeita consciência dos enormes desafios que o País enfrentaria e se propuseram a participar mais ativamente nas decisões nacionais. No I Congresso das Classes Produtoras (Conclap) aprovaram um documento histórico, a Carta de Teresópolis, cujos princípios foram incorporados aos estatutos da CNC. A preocupação com a paz social se traduziria no esforço para a implantação das unidades do Sesc e do Senac (que completarão 70 anos em 2016).

O analfabetismo e a fome não constituem mais grandes mazelas do País. Também não vivemos às escuras, pois a eletricidade chega a quase todos os domicílios (99%). Criamos um invejável mercado consumidor, que demanda o que há de mais atual na tecnologia. Pela internet, estamos conectados ao mundo, em tempo real. O interior já não vive isolado e contribui fortemente para o desenvolvimento do País, superando deficiências de infraestrutura e outras adversidades.

A CNC foi testemunha e partícipe de toda essa história. Acompanhamos os bons e os maus momentos. E sempre contribuímos, no que foi possível, para o País avançar. De fato, hoje o Brasil procura resolver seus problemas pelo diálogo democrático, respeitando as instituições, o que nos deixa esperançosos em relação ao futuro.

De 1945 a 2015, as relações no ambiente sindical também evoluíram muito. A CNC esteve à frente de muitas mudanças, na construção de um sindicalismo confederativo forte, representativo e respeitado. Nessa trajetória, buscou renovar-se diante das transformações políticas e econômicas, das modernas tendências de consumo e dos novos hábitos e comportamentos da sociedade. No entanto, manteve-se sempre vinculada a suas origens, a seu passado e aos propósitos que nortearam sua fundação.

Em sete décadas, os desafios enfrentados na defesa dos direitos e interesses de nossos representados foram constantes e numerosos. Trabalhamos sem tréguas, por exemplo, pelo aumento de investimentos, melhoria da infraestrutura, redução da burocracia e racionalização da legislação tributária e trabalhista do País. Mas cada obstáculo superado deixou o campo mais livre e fértil para que as empresas abrigadas em nossas federações e sindicatos patronais – um universo hoje de cinco milhões de empreendedores – pudessem crescer e prosperar, impulsionando também o desenvolvimento nacional.

É certo que há ainda muito a ser feito, mas as lições aprendidas no passado, somadas às do presente, com certeza nos enchem de confiança e irão pavimentar nossa ponte de acesso ao tempo que ainda virá.

 

Uma boa leitura!

 

Antonio Oliveira Santos

Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

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