Sumário Econômico 1520

Em busca do PIB perdido - O ano de 2018 inicia-se com a formação de expectativas que apontam a melhoria do nível do Produto Interno Bruto (PIB) construído pela capacidade de produção de nosso país. O PIB é um conceito proposto pelo Prêmio Nobel Simon Kuznets como sendo o somatório líquido dos bens e serviços produzidos em dado país, em determinado período de tempo. O PIB transforma-se, em sua variação anual, em uma medida dos avanços ou recuos de uma dada economia nacional. Como a aferição do progresso econômico de uma nação está refletida no PIB per capita, isto é, dividindo seu total pelo número de habitantes, segue-se que a recuperação agora prevista representa, em verdade, a volta a um nível do PIB, em volume de bens e serviços, que já havia sido alcançado no passado.

Receita real dos serviços cai pelo 3º ano seguido - Queda de 2,8% em relação a 2016 leva o setor terciário a acumular perda de 11,8% desde 2015. Sendo o último setor a entrar e a sair da crise, a recuperação será lenta e dependerá do consumo das famílias e das atividades de transportes. Para 2018, a CNC projeta alta de 0,7%. O setor de serviços encerrou 2016 com queda de 2,8% no volume de receitas, na comparação com o ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada em 16/02 pelo IBGE. Com esse resultado, o setor, que havia registrado queda recorde no faturamento real no ano passado (-5,0%), acumulou perda de 11,8% nos três últimos anos.

Operações de crédito começam o ano em queda - Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro teve queda de 0,8% em janeiro de 2018 contra o mês imediatamente anterior, após três meses consecutivos de alta. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 46,6% do PIB, o menor nível de representatividade desde abril de 2012, quando também foi de 46,6% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro deste ano, a variação foi de -0,3%, 3,5 p.p. acima da variação de -3,8%, observada no mesmo período do ano anterior.

Uma boa notícia - O resultado da economia brasileira no ano passado deve ser considerado uma boa notícia para o começo de 2018. Após duas recessões, em 2015 e 2016, (3,8% e -3,6%, respectivamente), a taxa de 1,0% foi aquém do que poderia ter sido se não fosse o desequilíbrio financeiro de alguns estados e o alto nível de desemprego. Mas serve de alento para informar que a fase crítica ficou para trás. Hoje as perspectivas são bem melhores do que as de alguns anos.

Download

  • Sumário Econômico - Nº 1520 | Download

Comments

0

Os comentários serão moderados, portanto evite o uso de palavras chulas, termos ofensivos ou comunicação vulgar. Se tiver alguma dúvida sobre o tema abordado aqui, use a nossa Área de Atendimento. Talvez a resposta já esteja lá.

Post new comment

The content of this field is kept private and will not be shown publicly.