Sumário Econômico 1527

Vendas para o Dia das Mães registrarão a maior alta em cinco anos - O volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Mães deverá registrar aumento real de 4,3% em relação à data de 2017, aponta levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Confirmada a previsão, o varejo apresentará o maior avanço de vendas desde 2013 (+6,1%). Apesar de positiva, essa expectativa não será suficiente para repor as perdas acumuladas com a data em 2015 e 2016 (-9,4%), mesmo levando-se em consideração o pequeno incremento verificado no ano passado (+2,6%). No varejo, o Dia das Mães é considerado o “Natal do primeiro semestre”, movimentando aproximadamente R$ 9,4 bilhões em vendas. A percepção de que o varejo vem apresentando gradual tendência de recuperação no nível de atividade deverá elevar para 6,7% a taxa de efetivação de temporários após o Dia das Mães. Historicamente, 5,5% das contratações temporárias viram empregos efetivos após a segunda data comemorativa mais importante do varejo nacional. Nos últimos três anos, entretanto, esse percentual não chegou a 2%.

Percentual de famílias com dívidas diminuiu em abril de 2018 - O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 60,2% em abril de 2018, o que representa uma queda em relação ao patamar observado em março de 2018. Houve redução também em relação a abril de 2017, quando o indicador alcançou 62,1% do total de famílias. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu em abril de 2018 na comparação mensal, passando de 25,2% para 25,0% do total. Também houve queda do percentual de famílias inadimplentes em relação a abril de 2017, que havia registrado 25,4% do total. O cartão de crédito foi apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 76,1% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 16,5%, e, em terceiro, por crédito pessoal, para 10,4%. Para as famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito, por 76,8%, carnês, por 17,8%, e crédito pessoal, por 9,8%, são os principais tipos de dívida apontados.

Sobretaxa ao aço e perturbações ao comércio multilateral - A imposição pelos Estados Unidos da tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre o alumínio é, até agora, uma das medidas protecionistas mais agressivas do presidente Donald Trump, dentro da ideologia “America First”, adotada em sua campanha à Casa Branca. O presidente norte-americano, que havia prometido proteger o mercado e incentivar a indústria local, tem hostilizado o arcabouço de tratados e acordos que regulam o comércio global, ignorando o mérito de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC). Não é a primeira vez que os Estados Unidos adotam medidas restritivas às importações de aço. Em 2003, o governo do presidente George W. Bush estabeleceu tarifa extra de até 30% nas compras de 22 países, dentre as origens europeia, japonesa, coreana, e também brasileira. Há, porém, um aspecto negativo mais amplo, não restrito somente à indústria do aço, que deve ser observado e combatido: a disseminação do protecionismo por várias economias, e a imposição generalizada de barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio internacional.

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