Sumário Econômico 1557

Confiança do comércio fecha 2018 no maior nível em cinco anos - Superadas as turbulências do cenário político, as expectativas em relação ao desempenho da economia são as maiores desde 2013. Três em cada quatro varejistas pretendem contratar mais nos próximos meses, e a percepção de acúmulo de estoques é a menor em quatro anos. Após as sequências de frustrações decorrentes do fraco desempenho da economia e do varejo ao longo de 2018, as avaliações em relação ao nível de atividade apresentaram melhoras significativas no último mês do ano de 2018. O indicador que mede o grau de satisfação com as condições correntes (Iceac) registrou avanço de 5,4% em relação a novembro, já descontados os efeitos sazonais – maior crescimento desde fevereiro de 2018 (+6,7%).

Expectativas conjunturais para 2019 - No dia 10 de dezembro de 2018, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) realizou o IV Seminário de Análise Conjuntural com o objetivo de traçar possíveis cenários econômicos e políticos para este ano, com o economista Armando Castelar Pinheiro como mediador. O primeiro orador foi o pesquisador José Júlio Senna, que focou principalmente no âmbito internacional. Ele chamou a atenção para o fato da queda nos juros reais nos principais países desenvolvidos ter origem externa. Em seguida, a economista Silvia Matos analisou a conjuntura doméstica. Para ela, o movimento do câmbio dos últimos meses pode ser explicado pelo contexto internacional, com exceção para o mês de outubro, com forte influência do período eleitoral. Como conclusão, o mediador comentou que a redução nos juros reais mencionada anteriormente ajudou na situação fiscal nacional e alguns indicadores apresentaram melhora nos resultados após a greve dos caminhoneiros em maio.

Salário mínimo volta a ter aumento real em 2019 - Como tarefa deixada pelo antecessor, Michel Temer, o atual presidente, Jair Bolsonaro, assinou, no primeiro dia do ano, decreto que aumentou o valor do salário mínimo (SM) nacional em R$ 44,00, de R$ 954,00 para R$ 998,00. A taxa de crescimento de 4,6% abrange o primeiro ganho real do mínimo nos últimos três anos. Esse rendimento real aos que possuem renda e benefícios indexados ao SM foi possível, pois o Produto Interno Bruto (PIB)do País cresceu 1% em 2017. De acordo com a Lei nº 12.382, em vigor desde 2012, a regra para reajuste do SM corrente leva em conta o PIB registrado dois anos antes, e a inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). Em 2019, o governo Bolsonaro escolherá se mantém ou não a regra de valorização do mínimo nos próximos quatro anos. Vale lembrar que, antes da lei com a política para o valor do SM, ele era definido pelo presidente, a cada período anual.

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