Turismo: Cenários em Debate - Impactos da Economia Colaborativa

Crédito: Ascom/PV

Um diálogo necessário para o turismo brasileiro

 

Ao longo de 2017, o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC debateu temas presentes no dia a dia das empresas do segmento turístico: como se adequar ao novo cenário tecnológico e como os novos modelos de negócios que surgem dessas inovações se inserem em uma economia justa e competitiva.

Discutir a economia compartilhada é fundamental para o desenvolvimento de novos mecanismos de adaptação e para o ingresso do turismo nacional nesse novo patamar. As novas tecnologias não impactam apenas os empresários dos setores de hospedagem, alimentação fora do lar, agenciamento e transporte. Essas soluções impactam também os consumidores. Os criadores e administradores desses novos negócios devem considerar o ambiente regulatório dos países onde se instalam. No entanto, é perceptível que as legislações não acompanham os avanços tecnológicos e as inovações disruptivas.

Esse novo ambiente de serviços ofertados por meio de plataformas digitais conecta oferta e demanda e redesenha o papel do intermediário. Nesse contexto, o novo intermediário recebe os lucros da inovação, mas não responde por uma gama de exigências fiscais, tributárias, trabalhistas, sanitárias e de segurança, entre outras cobradas dos serviços tradicionais.

Por isso, é tão necessário o diálogo sobre como fomentar a inovação, garantindo uma concorrência equânime com o segmento, que é um dos principais geradores de empregos no País e no mundo. E o que melhor possibilita a coexistência entre esses modelos de negócios são políticas públicas (ou regulamentações) justas.

No Brasil, o Cetur busca envolver entidades e governos federal, estadual e municipal, no tocante ao recolhimento de tributos por parte dos novos modelos de negócios, baseados na chamada economia colaborativa, em um processo que traga benefícios à expansão do Turismo e ao desenvolvimento econômico do País.

As recomendações que surgiram nesse amplo debate realizado ao longo de 2017 pelo Conselho, com o qual o leitor terá contato nas páginas que se seguem, apontam caminhos para o mercado, para as cidades e para os legisladores locais e nacionais. O Cetur/CNC cumpre seu compromisso de fomentar um diálogo em prol de toda a sociedade, afinal, não existe longevidade empresarial sem desenvolvimento social, pois as empresas são parte do todo.

 

Alexandre Sampaio de Abreu

Presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur)

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