Tendências Globais

A consultora adjunta da Consultoria Sindical da CNC, Patrícia Duque, analisa uma tendência em empresas de grande porte com filiais em outros países, na questão trabalhista: o global agreement, ou acordo global, que são os acordos coletivos de trabalho realizados por empresas e centrais sindicais internacionais. O assunto foi tema de reunião da Organização Internacional de Empregadores, da qual participaram as confederações patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, da Agricultura e da Indústria.

 

Tendências globais

Aconteceu na Firjan reunião da Organização Internacional de Empregadores – OIE, em 28 de março de 2011, no Rio de Janeiro, sob a coordenação de Brent Wilton, secretário geral adjunto, para tratar das tendências globais na área das relações do trabalho.

Presentes, na ocasião, as grandes empresas industriais do Brasil - Votarantim, Embraer, Organizações Globo, Vale do Rio Doce, Petrobras - bem como o Instituto do Aço e as Confederações de Empregadores CNA, CNC e CNI.

A palestra do secretario focou nas tendências globais, em especial no “Global Agreement”, ou Acordos Globais, que se referem aos acordos coletivos de trabalho entre as Centrais Sindicais Internacionais e as Empresas Nacionais de Grande porte, localizadas no exterior.

Esta tendência vem sendo a nova demanda internacional, principalmente, em referência a Embraer, na China, e a Vale do Rio Doce , no Canadá.

As Centrais Internacionais (AFL-CIO) vem focando suas atividades no crescimento das organizações supranacionais, incentivando os acordos internacionais, que visam beneficiar os trabalhadores, sempre levando em conta a norma trabalhista mais benéfica do País, tanto em sua sede nacional, como na do país onde se encontra localizada a empresa.

A questão aqui concentra-se na legitimação das Centrais Sindicais Internacionais como interlocutoras dos trabalhadores, face a norma constitucional brasileira, que consagra o sistema confederativo de representação sindical. Dizer que as centrais sindicais internacionais representam os trabalhadores, tanto no Brasil, como no exterior, é retirar a representatividade natural das entidades sindicais no âmbito nacional.

Logo, o desafio esta lançado, só podendo ser decidido pelo STF.

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