Câmaras de Comércio ressaltam importância do acordo com a União Europeia

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Presidentes e representantes das Câmaras de Comércio do Mercosul no encerramento da CI19
Presidentes e representantes das Câmaras de Comércio do Mercosul no encerramento da CI19
Crédito
Divulgação/CNC

Os dirigentes de Câmaras de Comércio do Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile e Bolívia são unânimes na avaliação de que o acordo Mercosul-União Europeia é positivo para a economia dos seus países. No painel de encerramento da Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul (CI19), todos ressaltaram a necessidade de ampliação das negociações comerciais empreendidas no âmbito do bloco econômico.

Para sublinhar a importância do avanço dos acordos comerciais, o presidentes que integram o Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul (CCCM), que reúne as entidades de comércio e serviços dos países membros do Mercosul e países associados (Bolívia e Chile), assinaram uma carta que será enviada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, na qual solicitam “que se mantenham os esforços na conclusão das negociações comerciais em curso, afim de que possa acelerar o processo de integração e internacionalização do bloco”.

O presidente da Confederação Nacional do Comércio, Serviços de Bens e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, destacou a importância da mobilização empresarial para acelerar o movimento político de negociações comerciais. “Nós, como empresários, estamos fazendo a nossa parte e esperamos que nossos governos se entendam. Temos que tomar a frente desse processo, prosseguir nessa cruzada em nome do bem-estar dos nossos povos”, afirmou.

“Juntos somos mais”

Os presidentes da Câmara Nacional de Comércio e Serviços do Paraguai (CNCSP), Ernesto Figueiredo Coronel, e da Câmara de Comércio e Serviço do Uruguai, Julio César Lestido, destacaram a importância do Mercosul para a economia dos seus países. “Nossa saída, sem dúvida, é através do mercado internacional, e o Mercosul para nós é a porta de entrada para esse mundo, disse Lestido. “O bloco é muito importante para o Paraguai, que tem estabilidade macroeconômica, mas precisa do bloco para negociar”, emendou Coronel.

Carlos Arecco, diretor da Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC), ecoou as opiniões dos colegas de painel sobre a importância do avanço das negociações do Mercosul com outros países e blocos econômicos. “Juntos somos mais”, enfatizou.

Já os membros dos países associados, Chile e Bolívia, também reforçaram a necessidade de avanços internos no bloco econômico. No caso dos bolivianos, o objetivo é a inclusão definitiva: “Nosso processo de adesão vai ser de grande benefício para nosso país. As normas do Mercosul vão nos ajudar a reduzir a burocracia para o comércio com o mundo”, disse o tesoureiro da Câmara de Indústria, Comércio, Serviços e Turismo de Santa Cruz, Jean Pierre Antelo.

Novos passos

Para o presidente da Câmara de Comércio de Santiago, Peter Thomas Hill Dowd, a aproximação com o Mercosul reflete uma decisão tomada nos anos 1980 no Chile, de abertura para o mercado externo, inclusive regional. “Para o Chile, se associar ao Mercosul é muito importante porque há uma relação anterior com o bloco, desde antes do acordo de comércio”, lembrou.

O Secretário Permanente do Conselho de Câmaras do Comércio do Mercosul, Ambrosio Bertolloti, ressaltou a necessidade de novos passos. “Negociei anos com os europeus e não conseguia entender por que nada andava e, no que pareceu de um dia para o outro, conseguimos. Mas precisamos seguir avançando”, afirmou.