Desenvolvimento e integração comercial são discutidos no primeiro painel da CI19

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O primeiro painel da CI19 debateu o Mercosul como fator de desenvolvimento e integração comercial
O primeiro painel da CI19 debateu o Mercosul como fator de desenvolvimento e integração comercial
Crédito
Divulgação/CNC

Aproveitar a posição geográfica dos países para fortalecer e avançar nas relações comerciais. Esse foi o ponto comum entre os participantes do primeiro painel da Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul (CI19), que abordou a conjuntura internacional do Mercosul, como fator de desenvolvimento e integração comercial. Sob a moderação da jornalista Juliana Rosa, a cônsul-geral da Bolívia, Shirley Orozco Ramirez, agradeceu a receptividade do Brasil, o engajamento dos atores econômicos reunidos e reforçou que a localização geográfica permite uma integração plena.

“A Bolívia é um dos países que tiveram maior crescimento sustentável nos últimos anos. As nossas maiores exportações são para países do Mercosul, como Brasil e Argentina. São mais de dois bilhões de dólares em exportações. O que nos atrapalha são os entraves burocráticos, que muitas vezes impedem a evolução desejada nas negociações, atrasando o avanço do comércio entre os países”, pontuou.

Eliminação de barreiras

O embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio destacou que, com as tecnologias da informação não há motivos para atraso nos procedimentos de importação. "O setor de comércio e serviços está subestimado e é um setor importante porque consolida o restante do setor produtivo no Mercosul. Quanto mais eficiente a logística, o transporte, por exemplo, mais eficiente será o setor produtivo. É grande a dimensão do comércio e serviços para o Mercosul."

Coordenador Nacional do Grupo Mercado Comum, o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, que também é secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas, citou a finalização da segunda ponte em Foz do Iguaçu, que permitirá um corredor direto de comércio na região.

“O Brasil tem uma agenda muito ambiciosa de eliminação de barreiras. Mas para isso é necessário um equilíbrio em que todos estejam satisfeitos. Em 2019, foi concluída negociação com a Argentina sobre o acordo automotivo de facilitação de comércio. Não faz sentido nos adequarmos para fazer acordos com a UE, com Canadá, com Coréia do Sul, sem facilitarmos as regras entre os próprios países do nosso bloco. O Brasil está comprometido com isso", reforçou.