Diretoria da CNC avalia flexibilização e impactos da crise no comércio

AddToAny buttons

Compartilhe
08 A 09 mai 20
Ex: 8h00 às 18h00
Botão - Tenho Interesse
Esse preenchimento não garante sua
inscrição. É apenas para fins de comunicação,
envio de novidades e informações sobre o
evento.
Reunião por videoconferência também fez um balanço da atuação do Sistema Comércio por todo o Brasil
Reunião por videoconferência também fez um balanço da atuação do Sistema Comércio por todo o Brasil
Crédito
CNC

08/05/2020

A necessidade de se planejar a flexibilização do distanciamento social e a urgência de ações mais efetivas para a sobrevivência das empresas no cenário da pandemia foram dois temas debatidos na reunião da Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada quinta-feira (7 de abril), por videoconferência.

O presidente da Confederação, José Roberto Tadros, depois de agradecer a todos que estão empenhados na defesa do Sesc e do Senac, por conta das ameaças de corte de recursos das duas instituições, fez um relato das iniciativas e do trabalho coordenado do Sistema Comércio pelo Brasil, voltado para a redução dos impactos da crise da covid-19. “Tenho certeza de que aqueles que falam em cortes de recursos das entidades do Sistema S mudariam de ideia se realmente conhecessem o trabalho realizado pelo Sesc e pelo Senac”, afirmou o presidente da CNC.

Em seguida, Tadros apresentou o guia com Orientações para a Retomada das Atividades Econômicas no Brasil – Setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, uma publicação que a CNC está divulgando para as entidades de todo o Sistema, empresários do setor, autoridades e parlamentares. “Temos defendido a necessidade de se pensar na retomada, de forma cuidadosa, mas que ajude a mudar o quadro que estamos enfrentando”, disse o presidente da CNC. “No cenário atual, a economia não sobrevive, as empresas quebram e o povo passa fome, pois, se não há empresas, não há trabalho.”

Recursos não estão chegando às empresas

Os diretores se manifestaram sobre as dificuldades vividas pelas empresas nos Estados. “Precisamos ser cautelosos, o governo tem suas razões, mas nós empresários também temos as nossas, porque as sequelas que ficarão com o número de quebra de empresas vão ser muito grandes”, disse Leandro Domingos, vice-presidente Financeiro da CNC e presidente da Fecomércio Acre. Ele disse ter conhecimento de que, nos últimos 30 dias, mais de 500 empresas procuraram o Sindicato dos Comerciários do Acre para homologar a suspensão e a redução da jornada de trabalho, o que deverá, entre outras graves consequências, afetar ainda mais a arrecadação do Sistema S, já prejudicada pelo corte de 50% nos recursos, determinado pelo governo.

Outro ponto discutido pelos diretores foi a dificuldade de fazer o crédito liberado pelo governo chegar até a ponta, principalmente para as micro e pequenas empresas. “O dinheiro está ‘empoçado’ nos bancos”, avaliou Antonio Florencio de Queiroz Junior, diretor da Confederação e presidente da Fecomércio Rio de Janeiro. O dirigente observou que os bancos continuam com seus critérios restritivos em um momento que pede agilidade e urgência. “O governo precisa promover uma espécie de Plano Marshall [auxílio dado pelos americanos para a reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial] para salvar as empresas, pois as medidas adotadas até agora não estão sendo suficientes”, completou Queiroz, citando pesquisa recente da Fecomércio-RJ, segundo a qual, se nada for feito, cerca de 400 mil trabalhadores perderão seus empregos somente no Estado do Rio de Janeiro.