Mercosul tem potencial para fechar mais acordos comerciais

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O segundo painel da CI19 discutiu a negociação brasileira no Mercosul
O segundo painel da CI19 discutiu a negociação brasileira no Mercosul
Crédito
Divulgação/CNC

As negociações com a União Europeia e como a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) podem abrir caminho para o Mercosul avançar em futuros acordos comerciais. Segundo o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, à medida que se concluem processos como esses, fica mais fácil avançar em outras frentes semelhantes. “Como já existe um modelo criado, o que acaba acelerando o processo negociador, o bloco acaba sendo visto como um candidato mais atraente para os mercados”, explicou o embaixador, no segundo painel realizado durante a Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul (CI19), que teve  como tema Negociação brasileira no Mercosul.

Ainda segundo Costa e Silva, que também é coordenador nacional do Grupo Mercado Comum, no exercício da Presidência Pro-Tempore do Mercosul, com os acordos, o Brasil e os demais membros do bloco terão acesso a dois mercados importantes no âmbito global, criando uma igualdade de competição. “Os países do Mercosul sempre estiveram atrás em comparação com outros fornecedores desses mercados”, ressaltou.

Capacidade de competir

Especificamente sobre o Brasil, as negociações comerciais devem ajudar na abertura econômica do país. “Temos uma economia fechada que perdeu muita competitividade nos últimos anos e precisa se abrir para trazer de volta a capacidade de competir no mercado internacional”, afirmou João Luís Rossi, secretário adjunto de Negociações Internacionais da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, que estima que o acordo Mercosul-UE entre em vigor em cerca de três anos.

Atualmente, a participação do comércio exterior no produto interno bruto (PIB) no Brasil (13% exportação/12% importação) é considerada pequena perto de países como Canadá e Coreia do Sul, que já ultrapassaram a barreira dos 25% - e com os quais o Mercosul já tem negociações comerciais em fase inicial. “Existem exemplos no mundo todo de países que conseguiram atingir patamares elevados porque se abriram ao comércio exterior, aumentando a produtividade e competitividade”, ressaltou Luís Rossi.

Mercados prioritários

Os acordos vão permitir, entre outros pontos, o acesso preferencial para os exportadores brasileiros a mercados prioritários e a equalização das condições de concorrência com outros países que já possuem acordos de livre comércio. Além disso, espera-se que os consumidores tenham acesso a uma maior variedade de produtos, com qualidade e redução de preços, estimulados pela concorrência.

Sob a perspectiva do setor agrícola brasileiro, café, açúcar, soja em grão e sucos de laranja são produtos dedicados a exportação. Este último, inclusive, tem grande potencial de crescimento quando os acordos entrarem em vigor. Segundo Gustavo Cupertino Domingues, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o país pode dominar completamente o mercado de suco de laranja: “Estamos investindo muito em toda a sequência de produção”.

Para ele, a melhor forma de derrubar barreiras tarifárias são os acordos comerciais. “Quanto mais amplo for o processo de abertura, melhor para a gente”, disse.