Para CNC, comércio eletrônico é aliado do varejo tradicional

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Primeiro vice-presidente, Valdeci Cavalcante (à esquerda) participou da abertura
Primeiro vice-presidente, Valdeci Cavalcante (à esquerda) participou da abertura
Crédito
Cristiano Costa / Sistema Fecomércio-DF

18/10/2019

Nos dias de hoje, muitas lojas físicas passaram a utilizar a ferramenta do comércio eletrônico para alavancar o consumo. A análise desse cenário, que ainda causa preocupação em muitos empresários, foi apresentada na quarta-feira, 17 de outubro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) durante o primeiro Encontro de E-commerce – A Realidade do Novo Comércio, promovido pela Fecomércio-DF em parceria com Sesc, Senac, Sebrae e o Banco de Brasília (BRB).

O vice-presidente da CNC Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante destacou na abertura do evento que o comércio eletrônico brasileiro já é uma realidade. “O E-commerce é um tema significativo, atual, e esse seminário servirá de espelho para todo o País. É mais uma oportunidade para os empresários atenderem às necessidades dos consumidores.” Já o presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, disse que a Federação lançará um Centro de Inovação para ajudar os empresários. “E é uma obrigação da Fecomércio mostrar isso para os seus associados. Por isso, esse evento vai ter uma sequência”, frisou. 

Economista da CNC, Fabio Bentes mostrou um estudo para desmistificar a ideia de que o E-commerce atrapalha o comércio de rua. “Quando comparamos o comércio eletrônico com o tradicional, parece que eles estão competindo, mas não estão. Raras são as empresas exclusivamente eletrônicas. A grande maioria é de lojas físicas, que abriram sua versão na internet para impulsionar as vendas. O varejo teve que se reinventar. Apesar do comércio eletrônico ter crescido mais do que o varejo tradicional, não vejo isso como concorrência, mas como oportunidade”, analisou.

Bentes apresentou a posição do Brasil: 14º no ranking mundial de compras on-line. Lembrou que na última recessão, há quase quatro anos, o varejo caiu mais de 10%, assim como as compras on-line, com exceção de 2017, quando o comércio eletrônico superou o varejo tradicional. “E o E-commerce foi importante na amostragem para a volta do crescimento do varejo, pois esse consumo não deixa de estar dentro dos números do varejo”, pontuou o economista.

Segundo levantamento sobre frequência de compras pela internet no Brasil, realizado pela PricewaterhouseCoopers (PwC), as pessoas que nunca fizeram compras on-line continuam sendo os mesmos 6% de cinco anos atrás. Mas as pessoas que compravam diariamente, que eram cerca de 3% em 2014, hoje subiram para 6%.  

Outro número teve um aumento expressivo. As pessoas que compravam, semanalmente, no varejo on-line eram 15% e hoje são 23%. “E os consumidores de alta frequência no comércio eletrônico passaram de 18% para 29% e, daqui a um ou dois anos, tendem a dominar o mercado, na medida em que até 2025 esse percentual passará de 50%”, concluiu Bentes.

O grupo de inovação da CNC, em parceria com o Ibope, também efetuou uma pesquisa quantitativa sobre a percepção da população em relação a essa temática, no segmento de comércio e serviços em geral no País. Foram cinco perguntas relacionadas ao grau de inovação das empresas; quais segmentos merecem maior investimento em tecnologia; e principal benefício obtido.

A pesquisa foi feita entre 11 e 15 de julho deste ano. Foram duas mil entrevistas em 144 municípios brasileiros. Entre as respostas, Bentes destaca o apontamento de mais investimentos em inovação e tecnologia nas áreas de educação, supermercados e artigos farmacêuticos. Já redução dos preços, a qualidade do atendimento e o aumento da segurança na compra foram indicados como impulsionadores do comércio digital.

O encontro de E-commerce buscou oferecer conteúdo para despertar no empresário uma reflexão e mudança de atitude, compreendendo a necessidade de avanços significativos nos negócios on-line. No mesmo painel da CNC, participou ainda o professor de Economia da Universidade de Santa Catarina Fernando Richartz, e o ex-senador e consultor de mercado Jorge Viana foi um dos facilitadores do encontro.