Presidente da CNC debate retomada econômica e alta no varejo

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08 A 09 dez 20
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O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, participou, nesta terça-feira (08/12), do seminário Supremo em Ação: Diálogo entre os Poderes pela Retomada Econômica do Brasil. O evento, promovido pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA), também contou com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O presidente da CNC destacou o aumento do ritmo de vendas no varejo brasileiro a partir do terceiro trimestre de 2020, mesmo com a profunda crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. “O consumo foi restaurado rapidamente dentro das condições possíveis e hoje praticamente atinge patamares pré-crise. O dinamismo do consumidor e do empresariado brasileiro nos surpreendeu de forma positiva”, afirmou.

De acordo com Tadros, o auxílio emergencial do governo federal para trabalhadores informais foi fundamental para reduzir os impactos negativos na economia. “No mês de abril, o volume de vendas do comércio acumulou um recuo médio de quase 30% em apenas dois meses. O suporte financeiro do governo voltou a irrigar o bolso do trabalhador, evitando uma crise maior ainda”, analisou.

O presidente da CNC observou, no entanto, que o processo de vacinação contra a covid-19 e a aprovação de reformas no Congresso são fundamentais para a plena recuperação econômica. “Além da conciliação inadiável da sociedade civil, precisamos aprovar as reformas administrativa e tributária para que possamos construir programas duradouros, com segurança jurídica. Sem segurança jurídica, não temos investimentos nem perspectivas”, disse.

Sobre as expectativas de crescimento para 2021, Tadros destacou que as projeções da Divisão Econômica da CNC estimam uma alta de 3,5% no PIB, em comparação a 2019, e de 5% no comércio, com destaque para a consolidação do e-commerce ocorrido durante a pandemia.

Queda no desemprego

Durante sua fala, Paulo Guedes afirmou que o País pode chegar ao fim de 2020 com a perda zero de empregos formais. Segundo o ministro, o diálogo entre os poderes permitiu a flexibilização das relações contratuais de trabalho. “Nos últimos quatro meses, foi criado 1 milhão de empregos. Isso foi possível graças a uma interpretação do STF que flexibilizou as regulações de contratação e impulsionou a economia do País”, afirmou.

O ministro da Economia se referiu à decisão do STF que manteve a eficácia da Medida Provisória (MP) no 936/2020. A decisão autorizou a redução da jornada de trabalho e do salário ou a suspensão temporária do contrato de trabalho por meio de acordos individuais em razão da pandemia, independentemente da anuência dos sindicatos da categoria.