Presidente Tadros destaca a importância da integração regional na abertura da CI19

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Tadros considera indispensável uma maior integração entre os mercados da América do Sul
Tadros disse que faz parte das funções da CNC promover a boa interlocução entre o poder constituído e os anseios do empresariado
Crédito
Marcos Nascimento

11/10/2019

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, abriu hoje (11/10), a Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul (CI19). O evento, realizado na sede da entidade no Rio de Janeiro, reúne ao longo do dia diplomatas e representantes dos setores privado e público para debater questões relevantes e estratégicas para o bloco econômico.

Tadros declarou que, além da “grande honra de estar sediando o evento”, a Confederação tem “a consciência de estar cumprindo mais uma missão, pois faz parte das suas funções promover a boa interlocução entre o poder constituído e os anseios do empresariado”. A seguir, o dirigente fez um breve histórico, para contextualizar a importância da Conferência.

Lembrou que, em 1992, as Câmaras de Comércio da Argentina (CAC), do Brasil (CNC), do Uruguai (CNCUY) e do Paraguai (CNCSP) se uniram para a criação do Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul (CCCM), que trata de todos os assuntos relacionados com comércio e serviços neste novo mercado expandido. Em 2019, Argentina e Brasil estão responsáveis por receber os membros do Conselho para a realização dos encontros.

Com o intuito de expandir as discussões do CCCM à sociedade, o Brasil, que detém a presidência pro-tempore neste ano, realiza a Conferência, além da reunião ordinária do Conselho.

Temas estratégicos

“Vamos debater temas estratégicos para o setor de comércio e serviços no âmbito do bloco econômico, como as negociações comerciais em curso com a União Europeia e os países da Associação Europeia de Livre Comércio e o papel das câmaras de comércio no fortalecimento das relações intrabloco”, afirmou Tadros. “Reforço um ponto que gosto sempre de abordar: somos latinos, ibéricos, sul-americanos e estamos vocacionados a uma coexistência que precisa transformar a dependência mútua em oportunidade de elevar os padrões econômicos, sociais e de qualidade de vida dos nossos povos.”

Para isso, o presidente da CNC considera indispensável uma maior integração entre os mercados da América do Sul. “Nós, latino-americanos, temos que trabalhar juntos por uma integração definitiva, e essa integração deve ser efetivada por nós, empresários.”

Embaixador

Encerrando a solenidade de abertura, falou o coordenador nacional do Grupo Mercado Comum, no exercício da presidência pro-tempore do Mercosul, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva. Ele se referiu ao presidente da CNC enfatizando que o Brasil está determinado a ser vizinho no continente e que é preciso aproveitar as oportunidades.

“Gostaria de informar que, neste ano, com a conclusão do programa de eliminação de tarifas com o Peru, nós já temos uma área de livre comércio na América do Sul, com quase todos os países praticamente não há mais tarifas. Nós precisamos aproveitar isso, beneficiando as nossas exportações.”

Concluiu dizendo que a CNC pode contar com o Itamaraty para prosseguir neste trabalho e agradeceu “o privilégio de estar aqui hoje.”