Seminário na CNC debate futuro do setor de óleo e gás no Brasil

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"O setor de óleo e gás está vivenciando a maior transformação, no Brasil, desde a criação da Petrobras", afirmou o diretor-geral da ANP, Decio Oddone, em evento na CNC
"O setor de óleo e gás está vivenciando a maior transformação, no Brasil, desde a criação da Petrobras", afirmou o diretor-geral da ANP, Decio Oddone, em evento na CNC
Crédito
Editora Globo

12/11/2019

A arrecadação do setor de petróleo e gás poderá chegar a R$ 300 bilhões ao final da próxima década, segundo estimativa do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Decio Oddone. A estimativa foi apresentada no encontro “E Agora Brasil? Megaleilão do pré-sal e seus impactos na economia brasileira”, realizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico, na sede da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) – patrocinadora do evento –, no Rio de Janeiro. O encontro contou também com a participação da presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Clarissa Lins.

“A mudança de patamar da indústria de petróleo do Brasil nas próximas décadas está contratada”, disse Oddone. No ano passado, por exemplo, a arrecadação do setor totalizou R$ 54 bilhões, o que significa que o valor poderá aumentar mais de cinco vezes nos próximos anos.

Novos postos de trabalho

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, comemorou as projeções otimistas da ANP e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e explicou que a geração de novas vagas no mercado de trabalho é uma das mais importantes perspectivas do segmento de óleo e gás nos próximos anos.  “A certeza de que logo vão se criar, através do pré-sal, quase 500 mil empregos, num país com 12 milhões de desempregados, é música para os nossos ouvidos. A CNC apoia esse evento porque os temas são sempre palpitantes e atuais”, disse.

O diretor da CNC e presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, ressaltou a importância da realização do encontro para esclarecimento da sociedade e de investidores sobre os rumos do setor de óleo e gás no País. “A CNC, ao apoiar eventos como esse, busca atuar de forma firme e segura e fornecer informações importantes para as decisões de investimento no nosso país”, afirmou. 

A presidente do IBP, Clarissa Lins, disse que, para que o Brasil aproveite todas as oportunidades de investimentos, será preciso simplificar as regras para o setor, inclusive dos leilões de petróleo. “Os entulhos regulatórios são fator de incerteza quando se discute investimentos no Brasil”, afirmou.

Futuro do setor

Para Clarissa Lins, o cenário é de um aumento na demanda por petróleo nos próximos 20 anos, iniciando, a partir do final das próximas duas décadas, uma trajetória de queda. “Temos que nos preparar para sermos o mais competitivos possível. A indústria tem que atuar de forma absolutamente responsável, como já tem feito no Brasil”, afirmou.

A presidente do IBP também mostrou os números da indústria de óleo e gás no Brasil. São 400 mil empregos diretos e indiretos e a estimativa é que, em 10 anos, o número de vagas dobre no setor. Hoje, segundo ela, há cerca de 50 mil empresas “orbitando em torno da indústria”, de forma direta ou indireta. Além disso, o setor gerou R$ 1 trilhão em arrecadação nos últimos 10 anos e a perspectiva é de um aumento de 30% nesse valor na próxima década.

Decio Oddone, da ANP, observou que o setor de óleo e gás está vivenciando a maior transformação, no Brasil, desde a criação da Petrobras. Segundo ele, nesse cenário de mudanças um dos principais desafios será o uso dos recursos gerados pelo petróleo para o combate à pobreza.

Sobre a perspectiva para novos leilões de petróleo, após os R$ 75 bilhões em bônus arrecadados na semana passada, Oddone avalia que o risco geológico das novas áreas que serão licitadas é maior, o que poderá reduzir um pouco o apetite dos investidores. “É o fim da era dos bônus elevados e o início da fase planejada e desejada de desenvolvimento de produção. Agora não é mais a fase de aquisição de bloco de exploração, mas de transformar isso em dinheiro”, disse.

Oddone também defende a simplificação de regras em um mercado no qual o petróleo deverá competir, cada vez mais, com outras fontes de energia. “As grandes empresas de petróleo estão se transformando em empresas de energia e temos que correr se quisermos aproveitar esses recursos”, alertou.