Senado celebra 110 anos do ensino técnico e profissionalizante

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Antonio Henrique Borges (no púlpito): em 2019, o Senac estará formando 2,2 milhões de pessoas
Antonio Henrique Borges (no púlpito): em 2019, o Senac estará formando 2,2 milhões de pessoas
Crédito
Waldemir Barreto/Agência Senado

19/11/2019

Os 110 anos da implantação do ensino técnico e profissionalizante no Brasil foram comemorados em 18 de novembro, em sessão especial do Senado requerida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Em seu discurso, o parlamentar destacou que a educação age como fator de inserção social. “A educação técnica e profissional reduz custos, melhora a qualidade e aumenta a fidelização dos trabalhadores à empresa.”

Representando o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e do Conselho Nacional do Senac, José Roberto Tadros, o assessor de Relações Institucionais do Departamento Nacional do Senac, Antonio Henrique Borges Paula, saudou Paim. Ele afirmou que as instituições que investem na educação se sentem gratificadas com a homenagem do Senado e reconhecem a grande dedicação do parlamentar ao longo de toda a sua vida no Congresso na valorização da educação profissional.

“A homenagem nos toca profundamente. O Senac, que em janeiro completará 74 anos, transformou ao longo de sete décadas a vida de milhares de jovens. Somente em 2019, o Senac estará formando 2,2 milhões de pessoas. Celebrar 110 anos do ensino técnico e profissionalizante é de extrema importância. Porém, por mais tão expressivos são os números e os resultados conhecidos, ainda é muito pouco diante das necessidades de educação profissional que o País tem”, disse.

Ao destacar a frase dita pelo senador Paim ao abrir a sessão: “vida longa ao ensino profissionalizante”, Borges declarou que, por mais que as entidades de educação profissional se esforcem no seu trabalho de formação, “quando nos comparamos às 36 nações que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), constatamos que ainda há um longo caminho a percorrer. Nesses países, a média é de no mínimo 50% dos jovens com acesso à educação profissional. No Brasil, gira em torno de 10%”.

Na avaliação do assessor do Senac Nacional, os números são contundentes e dizem muito do desafio que o Brasil tem pela frente. “Temos claro duas questões que tramitam em torno da questão da educação profissional e que estão contempladas na Constituição Federal: o direito à educação e o direito ao trabalho.”

Ele lembrou que a Câmara dos Deputados e o Senado promoveram, no início deste mês, o fórum “Modernizar”, para debater o impacto da revolução tecnológica no País nas próximas décadas. O principal palestrante foi o professor e escritor israelense Yuval Noah Harari.  

Em sua fala no evento, ele enfatizou que nos países desenvolvidos que avançaram tecnologicamente, foram extintas algumas profissões e novas foram criadas, sem diminuir o número de empregos.

O Parlamento tem importância fundamental ao propor a discussão do assunto e defender a educação profissional, salientou Borges. “A educação transforma a vida das pessoas, garantindo o seu futuro, ou seja, cumpre-se o que está escrito na Constituição: direito à educação e ao trabalho”, concluiu.

Outras entidades

Estiveram presentes ainda representantes de outros entidades do Sistema S: Jerônimo Rodrigues, reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás; Luiz Tadeu Prudente, do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Mônica Messemberg Guimarães, diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Gustavo Leal, diretor de Operações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Renato Nobile, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); Nicole Goulart, diretora executiva Nacional do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizado do Transporte (Senat); e Tomás Dias Santana, coordenador-geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Ensino na Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação.