CBCEX: comércio exterior brasileiro ainda luta para deslanchar

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Rubens Medrano, coordenador da CBCEX: “A CNC está muito ativa em sua atuação institucional”
Rubens Medrano, coordenador da CBCEX: “A CNC está muito ativa em sua atuação institucional”
Crédito
Christina Bocayuva

Burocracia e infraestrutura precária. Dois obstáculos mortais para o comércio exterior brasileiro que voltaram à pauta da Câmara Brasileira de Comércio Exterior (CBCEX), em sua reunião do dia 30 de maio, na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro. E seguirão como alvos preferenciais ao longo de 2019, como ficou claro nos debates dos empresários, executivos, especialistas e técnicos que integram a Câmara, um órgão consultivo que subsidia a Presidência da CNC nas ações em defesa das empresas do setor.

“A CNC está muito ativa em sua atuação institucional e podemos contar com o suporte necessário para que as questões que envolvam o comércio exterior brasileiro tenham o encaminhamento necessário na Confederação”, disse o coordenador da CBCEX, Rubens Medrano. De Brasília, por videoconferência, Luiz Gastão Bittencourt, vice-presidente Administrativo da CNC, destacou a importância da CBCEX. “Essa câmara, por sua composição, está apta a tratar de importantes questões que envolvem o comércio, como aspectos aduaneiros, normas, regulamentos do setor. Conforme orientação do presidente Tadros, a CNC dará o apoio necessário para que os temas aqui tratados e definidos tenham o melhor encaminhamento tanto no legislativo, quanto no governo”, disse Luiz Gastão Bittencourt.

Dever de casa

Um dos aspectos mais abordados pelos integrantes da Câmara foi a dificuldade que cerca os trabalhos das empresas e atividades relacionadas ao comércio exterior. A burocracia que emperra os processos de liberação das mercadorias no processo aduaneiro, aliada à precariedade da infraestrutura, com estradas em mau estado e portos ineficientes, precisam de uma solução urgente e definitiva, sob pena de o Brasil ir ficando cada vez mais para trás no desenvolvimento das nações. “Somos a 9º economia do mundo, mas estamos na 27ª posição em termos de comércio exterior. E os únicos culpados disso somos nós. Precisamos fazer nosso dever de casa, se quisermos que o comércio exterior do Brasil seja realmente relevante”, afirmou José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Levino Crestani, da Fecomércio-RS, ressaltou que o Brasil está perdendo uma grande oportunidade com os entraves ao comércio exterior. “Uma mercadoria é entregue em um porto e lá ela fica. São coisas primárias, estradas ruins, burocracia, lentidão nas licenças. Como pensamos em melhorar nossas exportações com questões como essas sem uma boa solução? Vamos dar oportunidade para que nossos produtos atinjam o exterior, gerando riquezas e empregos para os brasileiros, dinamizando nossa economia. Não falo nem em estímulos, só que nos deixem trabalhar”.

A CBCEX vai consolidar os principais pontos a serem apresentados pelos integrantes da Câmara e suas federações para que eles possam ser discutidos e encaminhados aos Poderes Públicos na busca de soluções para o setor.