CBCGAL se reúne para debater panorama político e sindical

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Negociação coletiva e atuação da CNC no Conselho Nacional de Defesa do Consumidor também foram temas abordados
Negociação coletiva e atuação da CNC no Conselho Nacional de Defesa do Consumidor também foram temas abordados

A Câmara Brasileira do Comércio de Gêneros Alimentícios (CBCGAL) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se reuniu por videoconferência, no dia 21 de outubro, para discutir temas como negociações coletivas no pós-pandemia e atuação da CNC no Conselho Nacional de Defesa do Consumidor (CNDC). Durante o encontro, o deputado federal Enrico Misasi (PV-SP) também participou do debate apresentando uma análise do panorama político do País.

O parlamentar destacou que o assunto prioritário na Câmara dos Deputados é o Renda Cidadã, programa de renda mínima proposto pelo governo federal para substituir o auxílio emergencial, previsto para acabar em dezembro deste ano. 

Segundo Misasi, há um consenso entre parlamentares e governo sobre a necessidade de continuação de suporte à parcela da população mais afetada pela crise. O desafio, no entanto, é respeitar a Emenda Constitucional do Teto dos Gastos Públicos. “Não adianta criar novos impostos para aumentar receita, pois o teto deverá ser respeitado da mesma forma. É preciso reordenar gastos e encontrar espaço no orçamento disponível para executar o programa”, afirmou. 

Ainda na análise do deputado, falta ao governo federal embasar a proposta com uma definição mais objetiva sobre qual é o público-alvo do programa e qual será o impacto estimado de redução da pobreza com a aprovação da medida.

Sobre a reforma tributária, Misasi afirmou que há falta de consenso dentro do próprio governo sobre qual direcionamento seguir. “Os parlamentares não se posicionarão de forma assertiva enquanto o governo não formalizar uma proposta. A equipe econômica parece não encontrar uma alternativa à negativa do presidente sobre a criação de um novo imposto”, destacou. 

Já em relação à reforma administrativa, o deputado afirmou que “é a mais desafiadora pela complexidade do tema, apesar de ser a mais necessária” e que as discussões sobre o assunto deverão ganhar espaço apenas no segundo semestre do ano que vem.

Negociação coletiva

Convidado a falar sobre negociações coletivas no contexto do pós-pandemia, o diretor da CNC e presidente da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC), Ivo Dall’Acqua, disse que o grupo, que tem o objetivo de promover o aperfeiçoamento dos processos de negociação coletiva e treinamento de negociadores do Sistema Comércio, também pretende criar um espaço dinâmico de multiplicação do conhecimento que ajude toda a cadeia sindical a cumprir sua missão com competência. “Temos de entregar aos nossos filiados um serviço que facilite suas gestões e seus produtos. O sindicalismo está num momento crucial, e vamos buscar reconhecimento por meio de uma entrega competente”, avaliou.

A chefe da Divisão Sindical da CNC, Patricia Duque, destacou que a CNCC vai flexibilizar as relações de trabalho para construir uma legislação mais justa por meio das negociações. Duque reforçou também que o grupo terá como vice-presidente a empresária Luiza Trajano, que comanda a rede de lojas de varejo Magazine Luiza.

Sobre o tema, o vice-presidente da CNC e coordenador das Câmaras Brasileiras do Comércio, Luiz Carlos Bohn, enfatizou que a negociação é um artifício importante que deverá ser bem aproveitado para resolver imbróglios jurídicos dentro das relações sindicais gerados durante a pandemia.

Conselho Nacional de Defesa do Consumidor

Representante da CNC no Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, o presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Queiroz, destacou a atuação da Confederação nos cinco subgrupos do CNDC. 
 
Em função da alta de preços de itens alimentícios nos últimos meses, o subgrupo que causa maior preocupação é o que trata de supostos preços abusivos, sob o argumento de que não há racionalidade econômica na cotação. Em convergência com o Ministério da Economia, que não pretende intervir, Queiroz explicou que a CNC entende a variação de preço como temporária, influenciada por fatores concretos como a alta do dólar e problemas de fornecimento.

Campanha Colaborar para Fortalecer

Durante a reunião, o coordenador da CBCGAL, Álvaro Furtado, apresentou ao grupo a parceria com a empresária Leila Okumura, fundadora da startup Local.e, na campanha Colaborar para Fortalecer. Furtado explicou que a iniciativa tem como objetivo principal gerar oportunidades comerciais para pequenos e médios empresários que tiveram impacto de mais de 50% no faturamento desde o início da pandemia, criando um canal entre estes pequenos fabricantes e o mercado varejista, de forma gratuita, utilizando a Local.e.

Segundo Okumura, a plataforma auxilia pequenos e médios empreendedores de alimentos e bebidas no trabalho de tornar suas marcas mais competitivas, promovendo uma comunicação direta entre esses produtores e o comércio varejista.

“As vantagens são a abertura de novos pontos de venda e a possibilidade de uma recuperação mais rápida, além de parcerias de longo prazo com acordo direto, que podem resultar em descontos e promoções conjuntas”, explicou Okumura. Segundo a empresária, em pouco mais de um ano de trabalho, mais de 5 mil produtos e 400 varejistas estão atuando na plataforma.

“A pequena e a média produção vêm atendendo à crescente demanda por produtos mais saudáveis, como o segmento vegano, e ao aumento da procura por novas marcas. Muitas empresas nascem para preencher esse espaço que a grande indústria ainda não atende. O objetivo é dar oportunidades para um mercado que já está bem posicionado, com produtos de qualidade, mas precisa de mais oportunidades para prosperar”, finalizou.