CNC Transforma é apresentado à Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação

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O programa entrou em atividade em julho e é dividido em quatro pilares – Comunica, Multiplica, Inova e Conecta
O programa entrou em atividade em julho e é dividido em quatro pilares – Comunica, Multiplica, Inova e Conecta

 

A Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação (CBTI) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) voltou a se reunir no dia 24 de novembro para tratar de assuntos pertinentes ao segmento. O encontro teve como pauta principal o CNC Transforma, programa desenvolvido pela Confederação e direcionado aos empresários do setor terciário com o objetivo de identificar ferramentas de inovação tecnológica que ajudem na modernização e na sobrevivência dos negócios, principalmente diante da crise do novo coronavírus.

O coordenador das Câmaras do Comércio, Luiz Carlos Bohn, abriu a reunião citando um recente artigo do fundador da Microsoft, Bill Gates. O empresário americano ressaltava que a pandemia da covid-19 trouxe grandes mudanças na forma de trabalho e que a expectativa é que algumas transformações continuem até mesmo após o fim da crise sanitária. 

“Uma delas é a questão das reuniões virtuais. Quando nós imaginaríamos estar assim, há quase oito meses, tratando tudo pelo computador? Que a gente possa usar essa grande ferramenta que é a tecnologia da informação para facilitar a nossa vida. Porque no fundo todos nós queremos trabalhar com satisfação, com alegria, junto aos amigos, buscando um país melhor”, concluiu.

A apresentação do CNC Transforma foi realizada pelo chefe da Divisão Jurídica da Confederação, Alain Mac Gregor, que fez um resumo do trabalho do grupo de inovação e tecnologia criado em 2019 pela CNC. “Esse grupo se formou para procurar soluções de inovações para o Sistema. No início deste ano, começamos a buscar parcerias no mercado, e aí chegou a pandemia, que, ao invés de frear o processo, só acelerou”, reforçou o advogado, destacando que a CNC teve que ser rápida para estudar soluções de oferta de experiências em inovação aberta  que pudessem ajudar os empresários. 

O programa entrou em atividade em julho, dividido em quatro pilares – Comunica, Multiplica, Inova e Conecta –, e vem sendo desenvolvido em parceria com a eMotion Studios, empresa que apresentou o melhor formato de atendimento em inovação e tecnologia para ser aplicado dentro do ambiente de atuação do Sistema Comércio.

“Para poder testar e transmitir as melhores opções de inovação, a própria CNC vem realizando um mapeamento interno, com suas equipes, em cada área, identificando suas forças, fraquezas, ameaças e oportunidades, para ser cada vez mais eficiente, se reafirmando como uma entidade atrativa e que seja reconhecida pelo seu representado”, reforçou Mac Gregor.

Federações e sindicatos de todo o País têm participado ativamente desse processo. Neste momento, o programa está na fase Conecta, que é a apresentação de startups e o estabelecimento de parcerias para levar valor aos representados, após sensibilização e mapeamento das dores. “Identificamos problemas para saber o que dificulta sua atuação sindical ou atividade empresarial e quais os problemas que nossos representados enfrentam no dia a dia para, em cima desses problemas, buscar as soluções em startups que tenham expertise no mercado”, destacou o advogado.

A CNC busca com o programa transformar a entidade em uma marca inovadora, melhorar a produtividade interna, aumentar o valor da atuação diante de seus representados e garantir uma cultura digital que está sempre se aprimorando para oferecer o melhor para todo o Sistema Comércio, incluindo também o aumento da taxa de associativismo. 

O coordenador da CBTI, Francisco Maia, destacou que já está participando do CNC Transforma como presidente da Fecomércio-DF. “A CNC já está promovendo eventos maravilhosos com as startups que foram identificadas para atender a problemas comuns aos nossos representados. Queremos participar para poder oportunizar melhores ações e detalhar para os empresários”, disse.

Pela Fecomércio-AL, Jean Paulo Torres Neumann parabenizou o programa e ressaltou que vem ao encontro do que se discute na CBTI, principalmente para fortalecer toda a rede da CNC e Federações. Da mesma opinião partilha o presidente da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional), Ítalo Nogueira, que se pôs à disposição para colaborar com o CNC Transforma, destacando a experiência que a associação tem nessa área. Nogueira fez a apresentação de um modelo de startup, parceira da Assespro, que eles vêm desenvolvendo. 

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Estado de Sergipe, Roger Dantas Barros, este é um excelente momento para discussão, principalmente no pós-pandemia, quando será necessária uma recuperação rápida, associada a novas tecnologias. “E a CNC tem que ser protagonista nesse novo modelo de pensar para que comércio, serviços e turismo, que precisam dar um foco maior na transformação digital, possam aumentar sua competitividade e ter condições de sobreviver diante destes novos desafios”, pontuou.

Projetos legislativos

O especialista técnico da Divisão de Relações Institucionais (DRI) da CNC Elielson Gonçalves concentrou sua explanação no Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 249, enviado pelo governo federal e que institui o marco legal das startups e do empreendedorismo inovador, estabelecendo princípios e diretrizes.

“Esse projeto, que foi apensado ao PLP nº 146, que trata sobre o mesmo assunto, traz algumas mudanças na forma como a administração pública se relaciona com as startups, criando mecanismos que possibilitam fomentos e incentivos, inclusive do ponto de vista de contratos públicos”, explicou.

Na visão do técnico, o projeto vem para flexibilizar as “amarras burocráticas” e facilitar o desenvolvimento de novas startups no mercado. Elielson também fez um breve resumo do Projeto de Lei PL nº 5.130/2016, que propõe a exclusão da proibição ou da suspensão temporária de atividades de provedores de acesso à internet como forma de sanção, e do PL nº 4.723/20, que acresce dispositivos à Lei nº 13.709, determinando a preservação no País de dados pessoais.