Desempenho do varejo deve ser o pior em 16 anos, prevê CNC

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Segmentos de supermercados e comércio automotivo foram os únicos que não tiveram
Segmentos de supermercados e comércio automotivo foram os únicos que não tiveram quedas recordes
Crédito
Reprodução/TV CNC

O faturamento do comércio em 2016 deve sofrer queda de 4,8%, segundo previsões da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Após o pior primeiro trimestre da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que registrou retração de 7,0% nas vendas em relação ao mesmo período de 2015, a CNC revisou sua expectativa para este ano, que antes era de 4,6%.

Se confirmadas as previsões, 2016 será o ano com o pior desempenho do comércio desde 2001. “Apesar da perda de força da inflação e seus impactos favoráveis sobre o volume de vendas, o contínuo encarecimento do crédito e a confiança abalada de consumidores e empresários levaram a CNC a reforçar a expectativa de que 2016 será o pior ano do setor varejista desde o início da PMC”, afirmou o economista da CNC Fabio Bentes.

Para o varejo ampliado, que engloba os setores automotivo e de materiais de construção, a CNC manteve a previsão de queda no faturamento de 8,8% ao final do ano.

Taxas negativas recordes

No varejo ampliado, a retração no primeiro trimestre alcançou 9,4%, registrando, igualmente, o pior comportamento das vendas desde 2004, quando o IBGE iniciou a medição deste segmento.

Na comparação por ramos do varejo, com exceção dos segmentos de hiper e supermercados (-2,8% ante o primeiro trimestre de 2015) e do comércio automotivo (-13,5%), todos os demais registraram taxas recordes negativas nas respectivas séries históricas. No caso da venda de automóveis e autopeças, o pior 1º trimestre se deu em 2015 (-14,8%); portanto, a queda menor em 2016 deve-se basicamente à baixa base comparativa. Já no setor supermercadista, o pior início de ano ocorreu em 2003 (-7,9%), quando o preço de alimentos e bebidas acumulou alta média de 22,3%, ante o mesmo período do ano anterior.

Clique abaixo para acessar a análise completa feita pela CNC.