Brasil cai para a 124ª posição no relatório Doing Business 2020

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Os itens que mais prejudicam o País na lista são a dificuldade para obtenção de alvarás de construção e a complexidade para o pagamento de impostos 
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Ilustração
Os itens que mais prejudicam o País na lista são a dificuldade para obtenção de alvarás de construção e a complexidade para o pagamento de impostos 
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Ilustração

05/11/2019

Apesar dos esforços dos últimos anos do Brasil para melhorar as relações de trabalho, atrair investimentos e criar empregos, o País caiu para a 124ª posição do relatório Doing Business 2020, divulgado no fim de outubro. Esse ranking global é publicado anualmente pelo Banco Mundial, que avalia as leis e as regulações que facilitam ou dificultam as atividades das empresas em 190 países. Até então, o Brasil ocupava a 109ª posição na lista.
 
A queda se deve ao pequeno número de reformas que foram implementadas no País, segundo o Banco Mundial, principalmente em comparação com outras economias que fizeram reformas mais profundas. 

Para o economista e especialista em Doing Business da Fecomércio-SP, André Sacconato, apesar da piora na posição em que o Brasil se encontra no ranking, as perspectivas são boas para os próximos anos, principalmente em relação ao Poder Legislativo, debruçado para aprovação das reformas, principalmente a tributária, que melhoraria o item pagamento de impostos, por exemplo.

“Há uma mobilização muito grande do governo e do setor privado para melhorar o índice, e a Fecomércio-SP está capitaneando esse esforço em meio aos empresários, fazendo parcerias com as esferas federais, estaduais e municipais e liderando o Grupo de Trabalho do Doing Business para estudar os índices em que o País se encontra mal avaliado”, ressalta Sacconato.
 
A pontuação geral no ranking brasileiro subiu apenas 0,5 – de 58,6 para 59,1. Os únicos indicadores que apresentaram reformas foram: mais facilidade para abertura de empresas e registro de propriedades. Já o indicador de obtenção de alvarás de construção piorou neste ano. Os outros itens avaliados se mantiveram constantes, sem reformas relevantes. Os indicadores que mais prejudicam a posição do Brasil são: obtenção de alvarás de construção (170) e pagamento de impostos (184). Os mais bem osicionados são: proteção de investidores minoritários (61) e execução de contratos (58).