CNC reduz para 4,2% projeção de queda no varejo ampliado e prevê alta no conceito restrito

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Em agosto, na comparação com o mês anterior, os destaques entre os ramos de atividade foram as lojas de vestuário, calçados e acessórios (+30,5%), mas o segmento ainda apresenta volume mensal de vendas 8,8% abaixo do período pré-pandemia
Em agosto, na comparação com o mês anterior, os destaques entre os ramos de atividade foram as lojas de vestuário, calçados e acessórios (+30,5%), mas o segmento ainda apresenta volume mensal de vendas 8,8% abaixo do período pré-pandemia
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Divulgação

A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) revisou de 5,7% para 4,2% a previsão de retração no volume das vendas no varejo ampliado, em 2020. No varejo restrito – que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção –, a projeção é de alta de 2,1%. As estimativas têm como base os novos dados positivos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de agosto, divulgada nesta quinta-feira (08/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, aponta a menor adesão espontânea ao isolamento social – que levou a uma maior circulação de consumidores no comércio –, a intensificação de ações de vendas via e-commerce e os programas adotados pelo governo como os principais fatores que explicam o comportamento positivo das vendas pelo quarto mês consecutivo. “O auxílio emergencial, principalmente, tem ajudado na recomposição dos rendimentos dos brasileiros, viabilizando a recuperação da capacidade de consumo da população, ainda influenciada pelo grave quadro do mercado de trabalho no País”, destaca Tadros, alertando que a tendência é que, no decorrer de 2020, as taxas mensais de crescimento sejam menores do que as registradas recentemente. 

De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo ampliado aumentou 4,6%, em relação a julho, e 3,9%, na comparação com agosto do ano passado – o maior crescimento desde dezembro de 2019 (+4,1%). No conceito restrito, também houve avanços: +3,4%, no comparativo mensal, e +6,1%, no anual – a taxa mais elevada desde março de 2018 (+8%). Com os resultados positivos de agosto, o setor alcançou o nível mais alto da série histórica da pesquisa, superando em 8,5% a média do primeiro bimestre deste ano. 

Os destaques entre os ramos de atividade foram as lojas de vestuário, calçados e acessórios (+30,5%) e artigos de uso pessoal e doméstico (+10,4%). Entretanto, mesmo diante destas altas, o segmento de vestuário ainda apresenta volume mensal de vendas 8,8% abaixo do período pré-pandemia. Livrarias e papelarias (-41,5%), comércio automotivo (-12,7%) e combustíveis e lubrificantes (-9,0%) também ainda não se recuperaram. 

Novo hábitos de consumo 

Fabio Bentes, economista da CNC, chama a atenção para o bom desempenho de segmentos considerados não essenciais, quando comparado à média do primeiro bimestre deste ano, como os de artigos de uso pessoal e doméstico (+13,4%), materiais de construção (+20,1%) e lojas de móveis e eletrodomésticos (+25,3%). “Mesmo operando com restrições por várias semanas ao longo da pandemia, estes ramos apresentaram ganhos reais mais significativos de faturamento, influenciados pelas mudanças dos hábitos de consumo da população, desde março”, afirma Bentes. 

Por outro lado, os hiper e supermercados registraram queda mensal em agosto (-2,2%) – apesar de apresentarem avanço em comparação com o período pré-pandemia. “Este desempenho é justificado em razão da alta recente do preço dos alimentos“, explica Bentes.