Economista da CNC fala sobre spread bancário em evento da Fecomércio-BA

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Economista da CNC fala sobre spread bancário em evento da FIEB
Economista da CNC fala sobre spread bancário em evento da FIEB
Crédito
Fecomércio-BA

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) promoveu, no dia 14 de junho de 2019, em Salvador, o seminário Spread Bancário no Brasil, que contou com a participação de especialistas e empresários da indústria e do comércio. O evento foi uma iniciativa da FIEB e da Fecomércio-BA, com o apoio da Rádio BandNews FM.

Durante o evento, o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, ressaltou que as altas taxas de juros cobradas afetam o desenvolvimento do país. “O spread torna o exercício de criar uma empresa, seja no comércio ou na indústria, uma experiência difícil. Não há como se desenvolver com esse spread abusivo”, disse. Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Ricardo Alban, cobrou uma maior contribuição do setor financeiro ao novo ciclo de desenvolvimento econômico que precisa acontecer no país. Isso passaria, na avaliação do presidente, pela redução dos custos do crédito, uma vez que, entre as maiores economias do mundo, o Brasil é o país com o maior spread bancário, com uma taxa anual de 38,4%.

Convidado para o evento, o economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),  falou sobre o impacto do spread brasileiro no comércio. Segundo ele, o consumidor final, ao comprar um produto a prazo, é obrigado a pagar taxas de juros muito elevadas. “Isso faz com que a capacidade dele de zerar essa dívida e voltar a consumir seja muito reduzida”, explicou. Para o economista da Confederação, o grande problema do spread é que ele desvia recursos do setor produtivo, que emprega mais, para o setor financeiro. “A gente vive hoje ainda uma crise de emprego no Brasil. Daí a importância de se tentar, pelo menos, diminuir o prejuízo provocado por spreads tão altos”, destacou.