Governo e empresários precisam acelerar sua transformação, diz Paulo Guedes

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Para ministro da Economia, Brasil sairá maior, mais fraterno e mais resiliente da crise
Para ministro da Economia, o Brasil sairá maior, mais unido, mais fraterno e mais resiliente da crise
Crédito
Divulgação

29/04/2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou nesta quarta-feira (29) a importância do papel do empresariado brasileiro ao dizer que o setor precisa trabalhar, fazer a economia girar e, consequentemente, gerar empregos. Durante participação em videoconferência com lideranças do setor varejista para o portal Mercado & Consumo, Guedes também enfatizou a relevância do varejo, “que é o maior empregador privado do Brasil”.

Participante da videoconferência, o empresário Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da Península Participações e dirigente de vários conselhos de empresas do comércio e indústria, concordou com o ministro. Guedes reconheceu que, assim como as empresas, o governo também está sendo forçado a acelerar sua transformação, “se reinventar, agir mais rapidamente, transformando anos em semanas”.

Segundo o ministro, “toda a crise tem início, meio e fim. O fundamental é conseguirmos organizar a retomada, é o momento para o Brasil tomar decisões estruturantes para atrair investimentos”.

Para Guedes, “é inegável que o isolamento social desarticulou a economia. Por isso, a velocidade de saída da crise vai depender de o Brasil manter e proteger linhas vitais, entre as quais citou a supersafra do agronegócio, a logística para escoamento da produção e a manutenção da cadeia de pagamentos na economia.”

Guerra

“O Brasil nunca tinha enfrentado uma guerra nesta geração como a que estamos vivendo, mas sairá maior, mais unido, mais fraterno e mais resiliente.”

O ministro avaliou que o País parece estar resistindo bem ao impacto inicial da crise gerada pelo novo coronavírus no mercado de trabalho. De acordo com Paulo Guedes, com as medidas do governo que permitiram a negociação de jornada e salários, a estimativa é de que 4,3 milhões de empregos tenham sido preservados.

Abilio Diniz considerou que esta pandemia é a mais séria crise da história recente do Brasil e do mundo. “É preciso serenidade e o governo está conduzindo dessa forma.”

Conforme o ministro, os empresários também têm de adotar medidas extraordinárias por conta da pandemia de covid-19. “Precisamos de vocês empresários fazendo testes semanais nos funcionários. Não estou defendendo que voltem todos ao trabalho, mas que isso seja feito com segurança”, completou.

Diniz disse estar preocupado com os pequenos e médios empresários, “que têm muita dificuldade de acesso a crédito, capital de giro liberado de forma ágil, para manter vivo seu negócio”.

Ajuda

Guedes disse que a ajuda direta da União a estados e municípios será de R$ 120 bilhões a R$ 130 bilhões e que “sairá em breve”. O texto, adiantou o ministro, está sendo formatado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele disse que o senador apoiou a intenção do governo de promover o congelamento dos salários do funcionalismo por 18 meses como contrapartida à injeção de recursos nos entes subnacionais. “Se vamos mandar R$ 120, 130 bilhões em alta velocidade para estados e municípios, esse dinheiro não pode virar aumento de salário”, disse.

Abílio Diniz disse ter “grande esperança” que o Brasil “emerja da crise mais solidário, com mais empregos, inclusão de negócios”. E reforçou que, para solidificar a retomada da economia, o governo precisa aportar mais recursos – “e está fazendo isso” – e oferecer condições para atrair outros investimentos estrangeiros. “Mas para vir para o Brasil, os investidores precisam de segurança jurídica para empreender. E é neste momento que o governo tem papel decisivo.”

Competição

O ministro da Economia defendeu ainda que haja maior competição “no andar de cima” da economia, citando grandes bancos e empreiteiras. “Queremos ganhos de produtividade, com livre mercado, para aumentar os salários. Isso que vai dar segurança para os trabalhadores. Não queremos dar chuveirinho de dinheiro, como fizemos com o FGTS”, concluiu.