Intenção de investimento do empresário do comércio aumenta após cinco anos

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Icec de dezembro mostra reversão positiva no desejo de investir da maioria dos  entrevistados e chega a quarta alta seguida, com crescimento mensal de 1,6%
Icec de dezembro mostra reversão positiva no desejo de investir da maioria dos entrevistados e chega a quarta alta seguida, com crescimento mensal de 1,6%
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A confiança do empresário do comércio apresentou nova alta em dezembro, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com 125,1 pontos, o resultado é 1,6% maior do que o aferido em novembro de 2019 – quarta alta consecutiva e a maior variação positiva desde fevereiro último. O índice, que atingiu seu melhor patamar desde abril deste ano, também foi 8,4% superior a dezembro de 2018.

Em relação às condições correntes do setor, as avaliações favoráveis atingiram 55,8% dos empresários, ante 51,4% no mês anterior e 42,2% em dezembro de 2018. O incremento mensal foi de +4,6%, fazendo com que o indicador ultrapassasse o patamar de 100 pontos, o que não acontecia havia sete meses, alcançando 100,6 pontos, seu maior nível desde abril. De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os recentes aumentos no volume de vendas do comércio varejista ampliado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), explicam a melhora na percepção atual do setor.

A maioria dos empresários (54%) afirmou que as condições atuais da economia estão melhores em comparação com o ano passado, o que não acontecia desde maio, mostrando uma mudança na concepção dos varejistas. O setor também se mostrou confiante em relação às expectativas para o futuro: 92,1% esperam uma melhora econômica do País. Segundo Tadros, os resultados favoráveis estão ancorados nas projeções de maior desenvolvimento econômico para o próximo ano e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “A percepção mais otimista pode ser explicada pela melhora nos indicadores de atividade”, avalia o presidente da CNC. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br), por exemplo, apresentou alta de 1% no acumulado do ano até outubro. As estimativas da Pesquisa Focus, do Banco Central, que apontam crescimento de 1,12% este ano e projetam aumento de 2,25% em 2020, também contribuíram com o resultado.

Mais investimentos
A maior parte dos entrevistados (50,4%) também demonstrou intenção de aumentar os investimentos, o que não acontecia desde janeiro de 2015, a segunda reversão observada na pesquisa este mês – além da mencionada no parágrafo anterior, sobre as condições atuais da economia. Impulsionados pelas datas comemorativas no fim do ano, 76,9% dos empresários afirmaram ter pretensão de aumentar o quadro de funcionários – aumento mensal de 0,6%. Com isso, a intenção de contratação alcançou 133,3 pontos, o melhor resultado desde dezembro de 2013.

Mesmo com a menor pontuação entre os subíndices (103,2), o indicador que mede as condições atuais do empresário do comércio foi o que apresentou a maior variação positiva mensal (+4,1%) e anual (+25,3%). A economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, chama a atenção para o fato de que o avanço medido em dezembro coloca o subíndice em questão com nível acima de 100 pontos após seis meses consecutivos abaixo deste patamar. “Esse resultado foi influenciado, principalmente, pela situação atual do comércio, que também superou o nível de satisfação. Além da alteração na percepção dos comerciantes em relação ao momento atual da economia e nas suas intenções de investir, ambos em patamar mais favorável a partir desse mês”, afirma a economista.