Sumário Econômico - 1582

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GECOM/PV

CNC reduz previsão para vendas do varejo pelo 6º mês seguido - De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de julho, divulgada em 11/07 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o faturamento real dos dez segmentos que compõem o chamado comércio varejista ampliado apresentou alta de 0,2% na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Embora esse tenha sido o terceiro avanço mensal do volume de vendas, o ritmo idêntico àquele observado no mês de abril sinaliza um segundo trimestre ainda fraco, do ponto de vista do consumo. O varejo restrito, que exclui dos cálculos os segmentos automotivo e de materiais de construção, recuou 0,1% em maio, tendo crescido, portanto, apenas uma vez nos últimos quatro meses (+0,1% em março).

Governo central acumula déficit de R$ 17,5 bilhões nas contas primárias - O ritmo lento de crescimento da atividade econômica tem afetado a arrecadação e, mesmo com cortes nas despesas, o resultado fiscal seque negativo. No acumulado de janeiro a maio de 2019, as contas primárias do governo central apresentaram um déficit de R$ 17,5 bilhões, o equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado. Excluindo as contas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), o resultado foi um superávit de R$ 62,5 bilhões no período. 

Mercado espera crescimento do PIB de 0,82% - No último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (19/07), a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu para 3,78%. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,22% para julho, 0,12% para agosto e 0,25% para setembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,26%, 0,20% e 0,25%, respectivamente. A mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2020 manteve-se em 3,90%, e, para 2021, a estimativa é de 3,75%. Já para 2022, a inflação esperada é de 3,65%.

Aumento da concentração e da pobreza na AL - No contexto da dinâmica de acumulação, a América Latina (AL) foi descoberta para abastecer o resto do mundo com riquezas naturais e alimentos, enquanto restava comprar produtos das indústrias europeias. Essa situação caracterizava-se pela deterioração dos termos de troca entre as economias, na medida em que tornava o balanço de pagamentos das latino-americanas vulneráveis a épocas de crise e/ou períodos de guerra. No caso particular do Brasil, como exemplo, a utilização da mão de obra escrava por quase quatro séculos não permitiu o desenvolvimento do mercado de consumo doméstico. O prosseguimento desse quadro foi revertido com o processo de substituição das importações, protegendo as indústrias nacionais com taxações e impedimentos de entrada de importados.