Sumário Econômico - 1594

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Revisão das estatísticas do Balanço de Pagamentos e a nova lei cambial - O Banco Central do Brasil (Bacen) anunciou, recentemente, revisões na metodologia das estatísticas do Balanço de Pagamentos (BP) do País. Foram alterados os resultados das principais contas entre residentes e não residentes: nas transações correntes, as balanças comerciais tanto de bens quanto de serviços, as transferências unilaterais, como também os fluxos de investimentos diretos na conta capital. O Bacen anunciou também que propôs ao governo uma nova lei cambial, com o objetivo de consolidar e simplificar o arcabouço legal do mercado de câmbio, do capital brasileiro no exterior e do capital estrangeiro no País. Segundo o Banco Central, o primeiro grande motivador da revisão nas estatísticas do BP foi a prática de exportadores brasileiros deixarem parte dos recursos de suas operações em contas-correntes no exterior, as quais amparam os pagamentos de serviços, de importações e de dívidas também contraídas no exterior. O Banco Central não “enxergava” essas operações no Balanço de Pagamentos, em razão de não haver contratos de câmbio. O Bacen então revisou a Pesquisa de Capitais Brasileiro no Exterior incluindo uma ficha específica para grandes exportadores informarem o quanto receberam no exterior e a destinação dos recursos.

Iatur de agosto de 2019 - Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de serviços no período pós-férias não fez bem às empresas e, por extensão, à economia brasileira. Para esse instituto estatístico, houve queda do volume de serviços prestados em duas bases de comparação e aumento em outras duas. Assim, em agosto contra julho deste ano, os serviços variaram -0,2%; enquanto, na comparação mensal contra agosto de 2018, a diminuição foi maior, de -1,4%. No que concerne ao volume produzido pelas atividades turísticas, o índice responsável por medi-las despencou 4,2% em agosto na passagem de julho. Em comparação com agosto de 2018, o tombo foi menor, -2,9%. Já nos oito primeiros meses do ano frente ao mesmo intervalo do ano passado, as atividades turísticas aumentaram 2,4%, assim como também cresceram 2,9% na variação acumulada em 12 meses terminados em agosto de 2019.

Deflação do IPCA de setembro e dados fracos da atividade econômica abrem espaço para mais cortes de juros - Em semana cheia de indicadores, a primeira boa notícia veio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que, com ajuda do grupo alimentação de bebidas, recuou em setembro e alcançou 2,89% de variação acumulada em 12 meses até setembro, próximo ao piso da meta (2,75%). O índice geral de setembro de 2019 apresentou deflação (-0,04%), com destaque para alimentos (-0,43%) e artigos de residência (-0,76%). Todos os núcleos do IPCA permanecem abaixo da meta para inflação de 4,25% ao ano, com destaque para o grupo de preços monitorados/administrados, que havia fechado o ano de 2018 com variação em 6,18% e que em setembro apresentou variação acumulada (+2,87) abaixo do grupo de preços livres (+2,9). A desaceleração do IPCA abre espaço para mais cortes nas taxas básicas de juros.

Expectativa para o IPCA continua a cair - No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (11/10), a mediana das expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela décima semana consecutiva, para 3,28%. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,15% para outubro, 0,22% para novembro e 0,39% para dezembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,12%, 0,16% e 0,42%, respectivamente. A mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2020 também foram reduzidas, atingindo 3,73%; e, para 2021, a estimativa permaneceu em 3,75%. Já para 2022, a inflação esperada continuou em 3,50%.