Sumário Econômico - 1595

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GECOM/PV

CNC mantém previsão de alta de 4,6% para as vendas do varejo em 2019 - De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o faturamento real dos dez segmentos que compõem o comércio varejista se manteve estável na passagem de julho para agosto, já descontados os efeitos sazonais. Apesar da estabilidade mensal, o varejo completou seis meses sem registrar retrações no volume de vendas. Os destaques do mês ficaram por conta dos avanços alcançados pelas lojas especializadas nas vendas de equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (+3,8%), e, principalmente, pelo desempenho registrado pelos hiper e supermercados (+0,6) – maior segmento do varejo brasileiro em termos de faturamento.

Nova estrutura do IPCA - No dia 4 de outubro de 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou os resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017-2018. Com base nesses dados, no dia 8 do mesmo mês, o instituto divulgou a Nota Técnica nº 02/2019, que diz respeito à estrutura que será utilizada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a partir do mês de referência de janeiro de 2020. A última alteração foi com a POF de 2008-2009, e, desde então, os hábitos de consumo das famílias já foi modificado pela tecnologia e globalização, e, portanto, essas mudanças devem ser incorporadas nos índices de preços oficiais.

Rumo ao crescimento - No momento, as condições de evolução posicionam a economia brasileira num trilho em marcha lenta no curto prazo. Caso o Produto Interno Bruto (PIB) fique em 0,9% neste ano, teremos pela terceira vez baixo crescimento. Consequentemente, entre 2017-2019, o país terá crescido 3,1%. Parece diminuto, considerando-se que não foi possível atingir o patamar esperado no começo deste ano. Por outro lado, o resultado não engessa o futuro se focarmos apenas o ajuste fiscal. Num contexto em que as circunstâncias interna e externa influenciam através da demanda desaquecida o nível de produto, diante das manifestações do mercado financeiro, é coerente afirmar que se espera que os efeitos decorrentes da crise de 2014-2016 sejam superados no ano que vem e nos seguintes.

Atual economia no Brasil - Os indicadores de agosto em relação a julho mostram que a atividade econômica nacional não está patinando; movimentos se observam, e para melhor, configurando-se inclusive numa tendência até o primeiro trimestre de 2020, embora, em alguns segmentos econômicos, a confiança ainda se mantém desgastada, além de contrastar com a economia mundial, em evidente desaceleração. O crescimento do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de agosto de 0,07%, apesar de muito fraco, demostra recuperação em linha com outros indicadores importantes, depois da queda de 0,07% de julho, dado revisado de queda de 0,16%. Destacam- se ainda as vendas de papel ondulado que cresceram 0,9%; o faturamento real da indústria, 0,6%; e as vendas dos supermercados, 4,3%; enquanto o fluxo de veículo pesados nas estradas decresceu 0,7%. A produção industrial registrou crescimento de 0,8%, concentrado em bens intermediários, basicamente indústria extrativa, que cresceu 6,6%, com destaque pra minério de ferro e petróleo. Por outro lado, a produção de bens de capital, sempre um sinal de investimento das empresas e de recuperação, decresceu 0,4%.