Sumário Econômico - 1596

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GECOM/PV

Oferta de vagas temporárias para o Natal será a maior em seis anos - Inflação baixa, prazos maiores para financiamentos e medidas de estímulo ao consumo deverão impulsionar as vendas voltadas para o Natal e estimular a contratação do maior volume de trabalhadores temporários desde 2013. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima a contratação de 91 mil trabalhadores temporários para atender ao aumento sazonal das vendas neste fim de ano. Uma vez confirmada a previsão da CNC, haveria um avanço de 4,0% ante os 87,5 mil postos de trabalho temporários criados no ano passado. O Natal é a principal data comemorativa do varejo, com previsão de movimentação financeira de R$ 35,9 bilhões em 2019. Até o início da última crise econômica, a temporada de oferta de vagas no varejo costumava ocorrer entre os meses de setembro e novembro. Entretanto, a lentidão na recuperação do consumo após a recessão levou o setor a estender a oferta de vagas até a primeira metade do mês de dezembro. Antes da crise, mais de 20% das vagas eram preenchidas até outubro. Nos três últimos anos, esse percentual não passou dos 15%. 

Expectativas para o setor de materiais de construção - O comércio varejista de materiais de construção recuou 0,8% em agosto, após crescer 0,7% em julho, segundo últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, mesmo com essa queda pontual, no acumulado do ano até agosto, o setor cresceu 3,6%, enquanto, nos últimos 12 meses terminados em agosto, a variação foi positiva em 2,9%. Em 2016, esse setor sofreu uma retração de 10,7%, e desde então vem se recuperando da crise. Em 2017, o crescimento foi de 9,2%, e em 2018 foi de 3,5%, notando-se uma desaceleração durante os anos, contudo sempre em patamares positivos. Para este ano, considerando os resultados até agosto, o carregamento estatístico deve garantir um crescimento de 2,8%. Ou seja, essa deve ser a taxa caso não haja oscilações nos resultados dos próximos meses.

Franquias: Números bons - A taxa de variação do índice do volume trimestral da produção de bens e serviços finais no primeiro trimestre de 2019 no Brasil apresentou queda de -0,1%, quando comparada com o último trimestre de 2018. No segundo trimestre deste ano contra o primeiro trimestre, o resultado foi um pouco melhor, de 0,4%. Essa taxa impediu que acontecesse recessão técnica. Ao mesmo tempo, inferiu um comportamento que pode surpreender as previsões no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. Embora a mensuração do produto seja pelo valor adicionado, os últimos dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) sobre faturamento, entre outros indicadores, sugerem que o desempenho do setor contribuiu para que o número final do PIB no primeiro trimestre de 2019 tenha sido menos negativo.

Novo modelo regulatório do Inmetro - Uma nova forma de regular o mercado está em desenvolvimento pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e promete tornar o ambiente de negócios mais competitivo e o consumidor mais seguro em relação aos itens que consome. Esperada com ansiedade pelo setor produtivo, as mudanças vão revolucionar a forma como é feita o controle de segurança de produtos no País, ampliando o escopo de atuação do Inmetro, sem colocar barreiras à inovação. A modernização será finalizada até o final de 2021, mas em breve seus efeitos de simplificação e desburocratização já começarão a ser percebidos.