Sumário Econômico - 1619

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31 jan A 01 fev 20
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GECOM/PV

O Novo normal - O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa de juros Selic em surpreendente 0,75 ponto, levando a taxa anual a 3%, o menor nível da história do Regime de Metas de Inflação. O corte é mais uma resposta aos efeitos da pandemia da Covid-19 na economia real. Em meio à crise, o governo adotou um arsenal de medidas, o verdadeiro Plano Marshall, para mitigar os impactos econômicos negativos, dentre medidas de renúncia fiscal, estímulo às empresas, manutenção da renda das famílias e injeção de liquidez no sistema financeiro. A queda da Selic acontece no contexto imperativo de deflação no País. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), balizador do regime de metas no Brasil, atingiu a segunda maior variação negativa da série histórica em abril (-0,31%), e resultados semelhantes devem se repetir nos próximos meses. Apesar de haver algum temor com a pressão inflacionária no futuro, com a retomada mais lenta da economia e a ociosidade do setor produtivo, em especial da indústria, não há razão para pânico, e abre espaço para o Brasil ter, temporariamente, taxas de juros reais negativas. É o novo normal, juros reais baixos acompanhados da taxa de câmbio mais elevada.

A Covid-19 e seus impactos econômicos - Em um estudo realizado na Becker Friedmen Institute, foram construídas novas medidas de realocação de previsão para empregos e vendas nos Estados Unidos, baseadas nas expectativas empresariais norte-americanas para o próximo ano da Pesquisa de Incerteza nos Negócios (SBU, na sigla em inglês). Esse relatório, SBU, é desenvolvido mensalmente pelo Federal Reserve Bank de Atlanta em cooperação com o Chicago Booth e Stanford. No estudo, foram discutimos quatro aspectos da política norte-americana que podem retardar a recuperação desse choque de realocação, são eles: benefícios de desemprego que excedem os ganhos de muitos trabalhadores americanos, políticas que subsidiam a retenção de funcionários, independentemente da perspectiva de longo prazo do empregador, restrições de licenciamento ocupacional que impedem a mobilidade entre ocupações e estados, e regulamentos que inibem a formação e expansão de negócios.

Programa Emergencial de Suporte ao Emprego - No começo de abril, o governo editou a Medida Provisória (MP) nº 944, objetivando socorrer as empresas com faturamento de R$ 360 mil a R$ 10 milhões no exercício de 2019 a realizar pagamento da folha salarial. Assim, lançou o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego para as pequenas empresas, em particular, deixando de fora os milhões de empresas do corte inferior, classificadas em dois estratos: os microempreendedores individuais (MEI) (faturamento até R$ 81 mil por ano) e as microempresas propriamente ditas (as com faturamento anual entre R$ 81 mil e R$ 360 mil).