Sumário Econômico - 1624

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31 jan A 01 fev 20
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Crédito
GECOM/PV

Endividamento das famílias alcança novo recorde e inadimplência acelera em junho - O percentual de famílias que relataram ter dívidas (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro) alcançou 67,1% em junho de 2020, aumento de 0,6 ponto percentual em relação aos 66,5% observados em maio, e de 3,1 pontos percentuais comparativamente aos 64,0% registrados em junho de 2019. A proporção de endividados em junho é a maior da série histórica do indicador, iniciada em janeiro de 2010. O cartão de crédito segue apontado em primeiro lugar nos principais tipos de dívida por 76,1% dos endividados, ante 76,7% em maio e 78,8% em junho de 2019. Em seguida, estão os carnês para 17,4%, e, em terceiro, financiamento de veículos, para 11,7%. Apesar do contexto negativo em relação ao mercado de trabalho (com aumento expressivo dos desligamentos) e à renda, a queda da taxa Selic e a inflação controlada em níveis historicamente baixos são fatores que podem favorecer o poder de compra dos consumidores. As incertezas sobre a recuperação da economia no pós-crise somam-se à proporção elevada de consumidores endividados no País. Assim, mostram-se importantes ampliar o acesso ao crédito a custos mais baixos e alongar os prazos de pagamentos das dívidas, para com isso mitigar o risco do crédito no sistema financeiro.

CNC projeta queda inédita de 8,7% no varejo em 2020 - Em abril, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 16,8% em relação a março, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada em 16/06 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a maior retração mensal do indicador em toda a série histórica da pesquisa, iniciada no ano 2000. Com a forte retração, o volume de vendas de abril correspondeu ao nível observado em janeiro de 2010. Até então, a maior queda mensal do varejo havia ocorrido em março de 2003 (-2,7%), ainda sob efeito da crise de confiança deflagrada no fim de 2002. Todas as atividades pesquisas acusaram quedas. Entretanto, destacaram-se os segmentos “não essenciais” do varejo, tais como: tecidos, vestuário e calçados (-60,6%) , livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (-43,4%), e veículos, motos, partes e peças (-36,2%). Nos dois primeiros casos, os percentuais de empresas que apontaram a Covid-19 como principal causa da queda mensal foram de 86,9% e 82,6%, respectivamente. Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em 2019, 62% dos consumidores brasileiros ainda preferem as compras presencias a outras modalidades de consumo, tais como compras em websites (9%), por meio de aplicativos (5%), redes sociais (4%), etc. Neste cenário, a CNC prevê uma retração de 8,7% do volume de vendas do comércio varejista neste ano. Para o conceito ampliado, a entidade projeta um recuo de 10,1%. Em ambos os casos, a crise sem precedentes, imposta à atividade econômica na história recente, deverá levar o setor a registrar a maior queda anual da série histórica da PMC.

Para restaurar economia, reformas não podem parar - Um dos fatores mais importante para a recuperação econômica brasileira é a confiança da sociedade nos objetivos do governo e do Banco Central. Para isso, a credibilidade dessas entidades é essencial, para que o mercado possa ancorar suas estimativas e, assim, influenciar os resultados de longo prazo, que estão fortemente relacionados ao que é esperado pela população. Para que o governo consiga atingir os resultados esperados, precisa demonstrar capacidade para alcançá-los. Portanto, é importante que, após as medidas emergenciais e temporárias para amenizar os efeitos da crise da Covid-19, se retome a responsabilidade fiscal o mais rápido possível. Também deve-se continuar as reformas que estavam sendo trabalhadas antes da pandemia, como a tributária e administrativa. Apesar dessa retração em componentes importantes das contas nacionais, o aumento das exportações e a boa safra agrícola esperada devem compensar essas perdas nos serviços e comércio, influenciando positivamente o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) e acelerando o crescimento. Esse resultado externo acabou sendo beneficiado com o aumento recente do dólar. Mesmo com o fechamento de muitos estabelecimentos, a abertura se sobrepôs e, apesar das expectativas de aumento de inadimplência, as famílias continuam honrando suas dívidas, revelando que a recuperação está próxima e o pior já deve ter passado.

Balança comercial brasileira às três semanas de junho de 2020 - O Ministério da Economia divulgou o resultado da balança comercial brasileira no acumulado das três semanas de junho de 2020 que apresentou um superávit de R$ 4,794 bilhões, resultado de exportação no valor de R$ 12,225 bilhões e importação de R$ 7,431 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 96,742 bilhões e as importações US$ 76,377 bilhões, com saldo positivo de US$ 20,366 bilhões.  No acumulado até a terceira semana do mês de junho de 2020, em comparação com igual mês do exercício anterior, o desempenho correspondente aos setores pela média diária apresentou os seguintes resultados: crescimento de US$ 58,52 milhões (30,2%) em Agropecuária; queda de US$ -50,75 milhões (-24,3%) em Indústria Extrativa; e queda de US$ -102,91 milhões (-18,3%) em produtos da Indústria de Transformação. Com relação às importações no acumulado das três semanas de junho de 2020, comparado com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média foi o seguinte: queda de US$ -2,27 milhões (-14,2%) em Agropecuária; queda de US$ -1 milhão (-2,1%) em Indústria Extrativa; e queda de US$ -150,84 milhões (-24,3%) em produtos da Indústria de Transformação.  Outro item sempre importante na balança comercial brasileira, as aeronaves e componentes, segue sendo gravemente impactado pela pandemia do novo coronavírus. Em junho de 2019, a média diária de exportação foi de R$ 13,959 milhões, enquanto no mesmo mês em 2020 foi de R$ 2,593 milhões.