Sumário Econômico - 1626

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31 jan A 01 fev 20
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Flexibilização da quarentena reduziu perdas do comércio em R$ 9,1 bilhões - Na maior parte do País, o mês de junho marcou o início de diversos processos de flexibilização da quarentena adotada, na maioria dos casos, partir da segunda quinzena de março. Com o objetivo de reduzir a velocidade de propagação da Covid-19, a quarentena significou para o comércio uma inédita interrupção das operações na maior parte dos estabelecimentos comerciais do Brasil, além de reduzir drasticamente a circulação de consumidores nas lojas por conta do isolamento social. Desde então, o varejo brasileiro vem registrando sucessivas perdas semanais em relação ao período pré-pandemia. Primeiramente, os varejistas passaram a adotar estratégias de vendas menos dependentes do consumo presencial, tais como e-commerce. Contudo, a presença do e-commerce no total faturado pelo varejo brasileiro ainda é tímida, na medida em que aproximadamente 5% da aquisição de produtos se dão por meio do comércio eletrônico. Porém, de acordo com dados da consultoria Inloco, o isolamento social no Brasil vem apresentando clara tendência de redução há várias semanas. Após atingir 63% na segunda metade de março, o índice tem recuado sucessivamente, abrindo o mês de junho com uma média semanal inferior a 40%. Desse modo, as restrições ao fluxo de consumidores seguem ditando o ritmo das perdas impostas ao varejo ao longo da atual pandemia. De acordo com estimativa da CNC, nos 19 primeiros dias de junho, as perdas do varejo impostas pela pandemia chegaram a R$ 33,69 bilhões. Não fosse a flexibilização da quarentena, ou seja, mantido o ritmo mais lento de queda no índice de isolamento social, tal perda atingiria R$ 42,83 bilhões, ou seja, a flexibilização da quarentena evitou uma perda de R$ 9,14 bilhões.

Indústria volta a ter resultados positivos - Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial teve crescimento de 7,0% em maio, após dois meses consecutivos de quedas intensas, em comparação com o mês imediatamente anterior nos dados com ajuste sazonal. Contribuindo para essa recuperação, a indústria de transformação mostrou aceleração de 12,1% e foi a maior influência, enquanto a extrativa continuou a tendência de queda observada desde setembro do ano passado e retraiu 5,6% em maio. Dentre as categorias de uso analisadas, a de bens de capital (+28,7%) e bens de consumo duráveis (+92,5%) foram os maiores destaques. Bens de consumo semi e não duráveis aumentaram 8,4%, e, com isso, a categoria de bens de consumo avançou em 14,5%. Bens intermediários teve oscilação positiva de 5,2% nessa base de comparação. O índice acumulado no ano variou em -11,2%, continuando os resultados negativos vistos desde março do ano passado. A maior influência no período foi a queda de 12,3% na indústria de transformação, enquanto a extrativa caiu 3,1%, o décimo sexto recuo consecutivo. As estimativas do primeiro relatório Focus disponibilizado pelo Banco Central em julho deste ano mostram uma mediana de -8,1% para o crescimento da indústria em 2020, ou seja, esperando-se um resultado para o setor mais negativo do que a queda de 1,1% realizada em 2019. Para 2021, a previsão do mercado é que o setor já alcance um resultado positivo, com taxa de 4,0%.

Pronampe II - A linha de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) já foi tema abordado anteriormente neste Sumário Econômico quando da sanção presidencial do Projeto de Lei (PL) nº 1.282/2020 em meados de maio. O referido PL depois virou legislação em 18 de maio através da Lei nº 13.999, estabelecendo o Pronampe. Linha de crédito vai ser favorável pelas condições facilitadas e pelo fato de que o custo dos recursos se apresentar atraente para o segmento das menores empresas. Voltado exclusivamente para esse público, o Pronampe vem para reforçar a importância dos pequenos negócios na economia nacional, oferecendo tratamento diferenciado e favorecido. O Pronampe atinge três grupos de empresas: os microempreendedores individuais (MEI), aqueles empreendedores com faturamento até R$ 81 mil/ano; as microempresas, aquelas que apresentam receitas até R$ 360 mil/ano; e as pequenas empresas, as que possuem volume de vendas até R$ 4,8 milhões/ano. Nada como a pressão da sociedade por correções para que a oferta do Pronampe fosse ajustada, e o programa viesse a cumprir com a sua função integralmente. Até pouco tempo, verificava-se venda casada na operação. Junto ao crédito, havia instituição financeira adicionando seguro e/ou uma taxa. Ao que parece, a mobilização surtiu efeito, e agora os bancos aderentes ao Pronampe serão meros repassadores, obedecendo aos critérios do programa.


Fonte de energia eólica - Lançado no Brasil há sete anos, o Programa de Certificação de Energia Renovável tem registrado números de crescimento consistentes nos últimos anos. O Programa de Certificação de Energia Renovável “REC Brazil” é uma iniciativa conjunta da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), com apoio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), e visa fomentar o mercado de energia gerada a partir de fontes renováveis e com alto desempenho em termos de sustentabilidade. Uma das fontes alternativas de energia que podemos citar é a eólica, que consiste de uma turbina que lembra um grande cata-vento (ainda que com menor número de pás, em geral três), com o eixo acoplado a um conjunto de engrenagens, que, por sua vez, aciona um gerador de eletricidade. Trata-se de transformar energia mecânica em energia elétrica. A diferença é que, neste caso, a fonte primária de energia é renovável e não poluente: o vento. Apesar de eficiente e não poluente, a energia eólica ainda se depara com um problema similar ao enfrentado pela energia solar, que ainda não pode ser utilizada em escala capaz de suprir toda a demanda energética atual. Hoje, a energia eólica ainda é uma fonte complementar a outros sistemas.  Em 2019, foram instalados 38 novos parques eólicos, num total de 744,95 megawatts (MW) de nova capacidade. Os estados contemplados com os novos empreendimentos foram Bahia, Rio Grande do Norte e Maranhão. Importante esclarecer que essa nova capacidade ficou abaixo dos resultados dos anos anteriores. O ano de 2019 encerrou com US$ 3,45 bilhões (R$ 13,6 bilhões) investidos em novos projetos no setor eólico, representando 53% dos investimentos realizados em renováveis (solar, eólica, biocombustíveis, biomassa e resíduos, Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs e outros) no Brasil. Considerando o período de 2011 a 2018, esse número é de US$ 31,3 bilhões.