Sumário Econômico - 1631

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31 jan A 01 fev 20
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Endividamento de curto prazo em reais não é um problema - Com o início da flexibilização da quarentena em diferentes cidades e sinais de que a economia começou a se recuperar entre maio e junho, a política fiscal voltou à cena como o tema decisivo para nortear o crescimento no pós-pandemia. O aumento dos gastos sociais durante a crise está sendo fundamental para socorrer as famílias mais vulneráveis e manter as pessoas empregadas no setor formal. Porém, o espaço no orçamento é curto para a manutenção dos benefícios que estão em andamento, e o governo não pode afrouxar o esforço fiscal, pois isso resultaria na desconfiança de agentes e investidores. Com isso, o déficit primário do governo central acumulado de janeiro a maio chegou a R$ 222,5 bilhões, contra um resultado negativo de R$ 17,5 bilhões no mesmo período de 2019. Em maio, o saldo negativo chegou a 4,1% do PIB, e, segundo as projeções do IFI, o resultado de 2020 deve ser de -R$ 877,8 bilhões, ou 12,7% do PIB, proporção recorde para a série histórica do indicador. Mais do que nunca, é extremamente importante sinalizar o esforço para melhora fiscal, com foco na trajetória da dívida. O aumento do déficit primário exigirá mais emissões de títulos para rolagem da dívida mobiliária, pelas maiores necessidades de financiamento, mas os juros em níveis baixos desafiarão ainda mais as estratégias para o financiamento.

Expectativa para o PIB melhora, mas continua com queda acima de 5% - No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (07/08), a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 1,63%. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,08% para agosto, 0,17% para setembro e 0,24% para outubro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,07%, 0,16% e 0,22%, respectivamente. A mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2021 permaneceu em 3,00%, e, para 2022, a estimativa foi de 3,50%. A estimativa para a evolução do PIB de 2020 é de queda de 5,62%. Apesar desse valor negativo, representa uma melhora nesse indicador em comparação à projeção de 6,10% de quatro semanas passadas. Caso se realize, será o primeiro resultado positivo após três anos seguidos de avanço. No primeiro trimestre deste ano, houve queda de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado; enquanto, em comparação com o trimestre anterior, houve retração de 1,5%. Já para 2021, espera-se uma evolução de 3,50% na economia; já para 2022, as estimativas são de 2,50%.

A retomada dos trabalhos do Fórum Permanente das MPE - Quando as medidas de isolamento social foram aplicadas, o Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Por te (MPE) teve seus trabalhos suspensos. Isso significou a interrupção de alguns projetos, como, por exemplo, o da recuperação judicial para as MPE tendo como base o tratamento diferenciado. Em meados de abri l , a depressão econômica já se configurava para 2020. Abri l e maio foram os piores meses para a atividade econômica. Pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Nacional mostrou que as MPE conseguiriam suportar apenas 28 dias fechadas. Com as contas a pagar chegando, e sem receitas, a situação apontava para o caos. Mais recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE) mediu a quebradeira de mais de 600 mi l empresas, sendo 99,2% destas MPE. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) está na coordenação do CT Investimento, Financiamento e Crédito. Alinhada com o governo na coordenação, elegeu temas que considera interessante para virem a ser discutidos neste segundo semestre: 1 . Acompanhamento e atualização das linhas de crédito (Pronampe, Pese, BNDES, etc.). Entre outras coisas, sugerir que o governo faça um hotsite Pronampe nos moldes do Pese; 2 . Acompanhamento das Empresas Simples de Crédito e da proposta do crédito direto nas maquininhas de cartões para as empresas e empreendedores; 3. PIX (Programa Instantâneo de Pagamentos) do Banco Central; 4. Simples Nacional . Tentar obter do governo informações a fim de que as entidades possam elaborar e propor políticas públicas; 5. FGI (Fundo Garantidor para Investimentos) e FGO (Fundo de Garantia de Operações); 6. Sistema Nacional de Garantias de Crédito.