Sumário Econômico - 1642

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31 jan A 01 fev 20
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GECOM/PV

Retomada dos serviços segue mais lenta que a dos demais setores - O volume de receitas do setor de serviços cresceu 2,9% na comparação entre os meses de agosto e julho, já descontados os efeitos sazonais. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada em 14 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi o terceiro mês consecutivo de avanço no volume de receitas após o setor acumular retração de 19% entre março e maio deste ano. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve variação negativa (-10,0%) pelo sexto mês consecutivo. Considerando a lenta reação por parte do setor aos estímulos para a retomada do nível de atividade econômica, a CNC revisou de -5,7% para -5,9% sua previsão para a variação do volume de receita dos serviços ao fim de 2020. Para o turismo, a tendência é de que o faturamento real do setor encolha 36,7% neste ano com perspectiva de volta ao nível pré-pandemia no terceiro trimestre de 2023.

Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional já cresceram 9,5% este ano - Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro aumentou 1,9% em setembro de 2020 contra o mês imediatamente anterior, taxa similar ao resultado de agosto. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,8 trilhões no último mês, representando 52,8% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em setembro deste ano, a variação foi de +13,1%, 7,2 pontos percentuais (p.p.) acima da variação de +5,9% observada no mesmo período em 2019. Corroborando com essa taxa positiva e mais intensa, em relação à comparação anual, no acumulado do ano até setembro, houve um avanço de 9,5% no crédito.

Shopstreaming, a nova aposta do varejo - Uma avalanche de lives invadiu o mercado nacional com essa realidade da pandemia. Foram centenas de apresentações de música, cinema, atividades físicas, culinária e debates, entre vários temas. Agora, varejistas estão surfando a onda das lives com seus próprios programas, unindo tecnologia e estratégias de marketing para atrair um público ávido por entretenimento. É o chamado shopstreaming, formato que ganhou força no mercado asiático nos últimos anos, principalmente na China. Essa prática (também conhecida por “livestreaming commerce” ou “live commerce”) está sendo utilizada por redes como Americanas, Marisa, Riachuelo, Shoptime e Chilli Beans. Na China, o shopping Shanghai New World promoveu três transmissões ao vivo com 12 horas de duração em março, que foram vistas por 130 mil pessoas. No vídeo, os vendedores apresentavam os produtos das lojas e respondiam a dúvidas dos clientes. A consultoria iMedia estima que o faturamento desse modelo de vendas será de 129 bilhões de dólares em 2020, um crescimento de 111% em relação a 2019. Na visão de especialistas, as lives são um caminho sem volta e muitos negócios e artistas experimentaram essa tecnologia pela primeira vez e perceberam o poder de conexão com o público.

Live do governo federal com representantes das MPE - No começo da crise pandêmica que aterrissou no território brasileiro determinando a implementação de medidas inéditas, enérgicas e de efeito imediato sobre os mercados, empresas e consumidores a fim de evitar a explosão do contágio, diante da situação que praticamente paralisou de modo abrupto o ciclo produtivo, o governo criou as Mesas Executivas com a finalidade de poder dialogar com as entidades representativas empresariais a respeito das ações que seriam implantadas e para ouvir o que os empresários necessitavam. Representante desta Divisão Econômica (DE) participou dos encontros das Mesas Executivas das micro e pequenas empresas (MPE). O critério de escolha para integrar esse comitê foi o da representatividade no Fórum Permanente das MPE. Nas reuniões, todas as vezes o governo apresentou um balanço das ações consideradas mais relevantes para o segmento empresarial de menor porte, ouvia as queixas dos representantes e anotava sugestões, demonstrando-se franco ao diálogo e sensível às demandas na medida em que a crise parecia não ter fim. Tal percepção decorria do horizonte de curto prazo permeado de dúvidas e incertezas com relação ao crescimento do número de casos e óbitos, à recessão que se instalava e às consequências decorrentes da queda do nível de procura agregada sobre a produção e dos custos que se impunham sobre as empresas que não obtinham receitas com vendas porque pararam suas atividades.