CNC apoia curso de capacitação profissional em Gastronomia da OIT

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Uma das 100 alunas recebidas no projeto Cozinha & Voz Web, a nutricionista, colunista e chef Neide Rigo ensina receita de pão com fermentação natural.
Crédito
OIT

O projeto Cozinha & Voz Web recebeu, no início de agosto, as chefs Neide Rigo e Fernanda Cunha para duas semanas de aulas com 100 alunos do curso profissionalizante de assistente de cozinha.

Lançada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério Público do Trabalho (MPT), a iniciativa busca a capacitação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão socioeconômica em meio à pandemia, e conta com apoio da chef Paola Carosella, da Casa Poema, e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

O Cozinha & Voz Web tem aulas a distância, que reúnem homens e mulheres transexuais de Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal. Os cursos contam com o apoio de organizações de empregadores, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em cada local e com cada grupo são realizadas atividades e cursos específicos, como rodas de conversa sobre legislação, saúde, retificação de documentos, direitos trabalhistas, elaboração de currículos, dança, arte, música, fotografia, entre outros.

Na primeira semana, as aulas foram com a chef Fernanda Cunha, que desde 2017 participa do Cozinha & Voz na modalidade presencial. Ela ensinou receitas fáceis de fazer e de vender, como tortilha, fritada de batata e cebola e cuscuz de abóbora e sardinha. “O conhecimento online é mais tranquilo de se passar porque não há possibilidade de dispersão de atenção. Vi muitos(as) alunos(as) participando com bastante interesse”, disse Fernanda.

Já na segunda semana, a sala virtual ficou sob o comando da nutricionista, colunista e chef Neide Rigo, que ensinou a fazer pão com fermentação natural. Esse método antigo e mais tradicional de fazer pães pode ser aplicado a várias receitas, tornando o pão um alimento mais saudável e um produto diferenciado e procurado no mercado.

“Eu fiquei muito feliz em dar aula para uma sala cheia, com muita gente fazendo o pão junto, desde a preparação do levain, um fermento natural, até a produção de diferentes receitas de pão. Eu fiquei emocionada”, disse ela.

A produção de pães com fermentação natural, produtos frescos e selecionados, os chamados pães artesanais, há algum tempo ganhou o gosto dos consumidores e criou mais uma oportunidade de negócio para a venda de pães caseiros.

A aluna de Rondônia Karen Oliveira, mulher trans de 51 anos, tem produzido diferentes tipos de pão para vender e reforçar a renda familiar durante a pandemia. Com as aulas, ela pensa em ampliar a oferta de produtos. “Agora, com essa aula de fermentação natural, vou ter mais um tipo de produto para fazer”, disse ela.

Iury Ferreira Ferraz, homem trans de 34 anos e aluno de Brasília, disse ter descoberto uma nova alternativa de trabalho decente. Intérprete de libras, ele ficou sem ter como trabalhar por causa da pandemia. “Eu aprendi algo que nunca fiz na vida: pão. A cozinha pode ser uma opção para eu me reinventar profissionalmente”, disse ele.

Saiba mais no site da Organização das Nações Unidas (ONU): https://nacoesunidas.org/curso-de-capacitacao-profissional-da-oit-recebe-chefs-neide-rigo-e-fernanda-cunha/