Negociação coletiva do comércio ganha o reforço de Luiza Helena Trajano

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Comissão da CNC voltada para auxiliar as empresas realizou primeira reunião com a participação da empresária, referência no varejo brasileiro
Comissão da CNC voltada para auxiliar as empresas realizou primeira reunião com a participação da empresária, referência no varejo brasileiro

Em tempos de crise, desencadeada pela pandemia da covid-19, instrumentos que facilitem as negociações coletivas são mais necessários que nunca e precisam se adaptar. A constatação foi a tônica da reunião de instalação da nova Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC), realizada quarta-feira (28/10), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Feita por videoconferência, a reunião contou com a participação da empresária Luiza Helena Trajano, que exercerá a Vice-Presidência da CNCC.

Essa Comissão é um serviço oferecido pela CNC às empresas vinculadas ao Sistema Comércio, com o objetivo de promover o intercâmbio de informações e ações pelo aperfeiçoamento dos processos de negociação coletiva. Já na primeira reunião foram estabelecidos vários aspectos estratégicos e operacionais do funcionamento da CNCC, no sentido de oferecer às empresas um instrumento efetivo para auxiliar nas negociações coletivas, em um momento particularmente sensível para a economia do País e para o comércio de bens, serviços e turismo. Um deles foi a criação de um grupo de trabalho que vai analisar as novas modalidades de contratação, como o trabalho intermitente e o teletrabalho (home office), intensificados durante o período da pandemia, para propor estratégias de abordagem que contribuam no aperfeiçoamento da legislação.

Integração Capital e Trabalho

“Na democracia que nós queremos consolidar cada vez mais, torna-se absolutamente importante a integração do capital e do trabalho”, disse o presidente da CNC, José Roberto Tadros, ao cumprimentar os integrantes da Comissão e dar as boas-vindas a Luiza Helena Trajano. “O capital e o trabalho navegam no mesmo barco. Quando as turbulências atingem o empresário, atingem também o trabalhador. E, quando as melhorias se manifestam, também é preciso que elas cheguem para todos”, completou Tadros, que presidiu a CNCC até assumir a Presidência da CNC, em 2018.

A empresária Luiza Helena Trajano disse que, mesmo com a quantidade de compromissos já assumidos, sentiu-se honrada com o convite de integrar a CNCC e que não poderia recusar, já que sempre defendeu que a relação entre patrões e empregados, entre empresas e trabalhadores deve ser de união e diálogo. “Esse é um objetivo em que eu sempre acreditei, de uma relação em que todos saem ganhando”, afirmou Luiza. “As coisas mudaram, o coronavírus trouxe um aprendizado muito grande para todos nós, a certeza de que é o diálogo que constrói, e estou muito esperançosa de contribuir para que possamos modernizar as relações para que todos saiam ganhando”, avaliou Luiza Helena, ao agradecer o convite feito pela CNC.

Regulamentação adequada

Na Presidência da Comissão, Ivo Dall´Acqua Júnior, diretor da CNC e vice-presidente da Fecomércio-SP, também deu as boas-vindas a Luiza Helena Trajano e aos integrantes da Comissão, lembrando o momento especial vivido pelo mundo do trabalho, marcado pelas mudanças na legislação e pela pandemia da covid-19. “Este é um momento crucial, de inflexão, em que muitas mudanças foram aceleradas”, afirmou Ivo Dall´Acqua. “É nesse ambiente que vamos começar as nossas atividades, com a satisfação de poder contar com o olhar e a participação de Luiza Helena Trajano para tornar esse trabalho melhor e mais fluido”, completou.

A reunião teve também uma apresentação do cenário econômico e as perspectivas para as empresas do comércio, feita pelo economista da CNC Fabio Bentes, e das propostas de ação da CNCC, realizada pelo advogado da Divisão Sindical Roberto Lopes. “O futuro do comércio não pode estar dissociado de uma legislação flexível”, ressaltou Patricia Duque, chefe da Divisão Sindical da CNC, observando que quanto mais estímulos e segurança jurídica tiver o ambiente de negócios, maior será a capacidade de geração de renda e emprego, a grande força motriz do comércio e da economia.  “A legislação atual ainda é muito rígida, e nós temos que nos movimentar para alterar essa dinâmica, ouvir os empresários. O custo das empresas é muito alto, e a CNC vem se empenhando fortemente para o melhor encaminhamento de questões como o teletrabalho e outras, para uma regulamentação adequada e moderna que atenda às necessidades atuais”, completou Patricia.