Receita real de serviços tem a oitava queda consecutiva

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Crédito
Ascom

A receita bruta nominal do setor de serviços cresceu 5,2% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (16/12) pelo IBGE. Esse resultado representa uma desaceleração ante os +6,4% do levantamento de setembro.

No entanto, em termos reais, a variação da inflação de 8,5% nos serviços apurados pelo IPCA entre outubro de 2013 e o mesmo mês de 2014 levou o faturamento real do setor de serviços a registrar queda de 3,3% na mesma base comparativa – o oitavo resultado negativo seguido.

No acumulado do ano, a receita deflacionada registrou queda de 2,1%. Isso deve-se ao fato de que, além da ausência de ajustes sazonais nos dados mensais, a PMS ainda não conta com um deflator que permita calcular a variação real do volume dos serviços consumidos pelas famílias e pelas empresas brasileiras. “A série histórica da PMS teve início em janeiro de 2012, e a ausência de um deflator específico impede a obtenção de um índice de volume”, explica Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo ele, os dados também não são dessazonalizados, em virtude do reduzido número de observações da série. Educação, saúde e serviços financeiros estão fora da pesquisa. Mesmo assim, as atividades investigadas respondem por mais de 1/3 do valor adicionado bruto gerado pela economia brasileira.