Em sete meses o comércio varejista paulista fechou 114.359 vagas formais de trabalho

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16 A 17 set 20
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De janeiro a julho de 2020, varejo paulista eliminou mais empregos do que no mesmo período dos três anos anteriores juntos, constatou estudo da Fecomércio-SP.
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Fortemente impactado pela pandemia de coronavírus, o comércio varejista paulista perdeu 114.359 empregos formais de janeiro a julho de 2020, recorde negativo para o período. Com isso, o número de trabalhadores no setor caiu 6% em relação a dezembro do ano passado.

Apesar de os sete primeiros meses do ano registrarem saldo negativo desde 2013, a eliminação de postos de trabalho acumulada neste ano é maior do que as dos últimos três anos somadas no mesmo período, quando foram registrados resultados negativos de 27.742 (2019), 32.647 (2018) e 27.768 (2017). 

Os dados são de um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, com base em informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O levantamento avalia 35 atividades do varejo, das quais apenas uma – o setor hortifrutigranjeiro – registrou saldo positivo no período, com a criação de 406 postos de trabalho.

Por outro lado, entre as atividades com maiores perdas de vagas, estão os segmentos de vestuário e acessórios (-33.918), calçados e artigos de viagem (-11.325) e padaria, laticínio e doces (-8.985).

Capital

As dificuldades impostas pela pandemia também se refletiram no mercado de trabalho do varejo na capital paulista. De janeiro a julho deste ano, o saldo entre admissões e demissões atingiu -42.645 vagas, o que representa uma alta de 540% em relação ao mesmo período de 2019 (-6.642).

Com isso, até julho, o número total de empregos no varejo da capital caiu 7,2% na comparação com dezembro de 2019.

Assim como em todo o Estado, o segmento de artigos de vestuário e acessórios foi o que mais perdeu postos de trabalho nos sete primeiros meses do ano (-12.165). A atividade foi tão impactada pela pandemia que, na capital, a cada quatro empregos eliminados, um foi no setor.

Em seguida, lideram em saldos negativos padarias e afins (-4.236 vagas) e lojas de calçados e artigos de viagens (-3.472 vagas).