Retomada: Fecomércio-MG diverge sobre decisão da Prefeitura de BH

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03 A 04 ago 20
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Governo de Belo Horizonte mantém o funcionamento apenas dos serviços essenciais.
Crédito
Fecomércio-MG

Vários seguimentos econômicos do comércio de bens, serviços e turismo em Belo Horizonte encontram-se fechados há mais de 130 dias. E, por decisão unilateral da Prefeitura, esse prazo se estenderá por mais algum tempo.

Na tarde da última sexta-feira (31/07), o órgão manteve apenas os serviços essenciais funcionando na cidade. A medida vai na contramão das inúmeras reivindicações da Fecomércio-MG, de empresários e entidades representativas de comércio, serviços e turismo.

Enquanto esse cenário perdura, empresários continuam amargando prejuízos e se veem na iminência de encerrarem suas atividades definitivamente. O setor mantinha a expectativa que houvesse uma flexibilização das atividades.

A medida, se não recuperaria os prejuízos incontáveis já acumulados, serviria de alento às empresas. Elas poderiam aproveitar o Dia dos Pais – a ser comemorado em 9 de agosto – para circular estoques, prestar serviços, melhorar o fluxo de caixa e ganhar mais fôlego frente à crise, obtendo resultados mais satisfatórios que na Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados.

Investimento e orientação

Fonte de renda de 61,2% da mão de obra formal de Belo Horizonte, o setor de comércio, serviços e turismo não pode ter a si atribuído o aumento no número de casos confirmados de Covid-19. Pelo contrário, mesmo com o fechamento das atividades na cidade, o índice de transmissão continuou a crescer.

A preocupação da Fecomércio-MG e seus representados com mais uma semana de estabelecimentos fechados se encontra nos dados de junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o Ministério da Economia, apenas no mês passado, mais de 2,3 mil trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego em Belo Horizonte. No acumulado de janeiro a junho, mais de 39 mil postos de trabalho já foram extintos na capital.

Sinergia em favor de BH

Segundo a a Fecomércio-MG , desde o início da pandemia de Covid-19, a entidade defende o diálogo com uma ferramenta indispensável para a mediação de conflitos. Porém, informa que entidade já tentou, por diversas vezes, contato com a Prefeitura, sem sucesso. E ressalta que sempre esteve – e estará – aberta ao diálogo com a Prefeitura de Belo Horizonte.