Grupo de Meio Ambiente da CNC conhece usina fotovoltaica da Aneel

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Grupo de Meio Ambiente da CNC conhece usina fotovoltaica da Aneel
Grupo de Meio Ambiente da CNC conhece usina fotovoltaica da Aneel
Crédito
Paulo Negreiros

Com objetivo de disseminar a política de eficiência energética para o comércio, como uma alternativa sustentável para redução de custos, o Grupo Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente (GTT-MA) visitou, no dia 13 de junho, a usina fotovoltaica implantada na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em Brasília.

A ação fez parte da 17ª reunião do GTT-MA, coordenada pela Assessoria de Gestão das Representações (AGR), da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC), e ocorreu após a palestra da engenheira eletricista e coordenadora do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência, Sheyla Maria das Neves Damasceno. A atividade foi acompanhada pelo diretor CNC, Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues.

A visita ao edifício sede da ANEEL, onde estão instaladas as placas solares, mostrou aos membros do grupo a viabilidade de uma usina fotovoltaica em instalações comerciais. São três blocos que utilizam essa tecnologia, empregando 1.700 módulos e 18 inversores. As placas são constituídas por uma caixa externa de alumínio, pesam cerca de 20 quilos e custam, em média, de R$ 10 a R$ 20 mil cada.

Para desenvolver este projeto de eficiência energética e geração distribuída, foi necessário um diagnóstico energético estimando o potencial de economia e de geração de energia elétrica. A economia de energia foi obtida a partir da troca dos equipamentos de iluminação e ar condicionado existentes por outros energeticamente mais eficientes.  

Já o potencial geração solar fotovoltaica foi obtida a partir de um projeto básico que levou em conta a área do telhado da Agência, o sombreamento, a localização geográfica da planta e a sazonalidade do ângulo e da intensidade da incidência do sol. Na visitação foi possível ver as placas instaladas, mais os retrofits (mudanças nos sistemas) da iluminação e ar condicionado, o que gerou redução do consumo de energia elétrica e de custos operacionais da ANEEL, bem como incentivou a mudança de hábitos dos funcionários. “As empresas que desejam fugir das variações dos preços das contas de luz podem mudar a fonte de energia, da elétrica para a solar. E esta visita possibilita ao nosso grupo de trabalho divulgar, por meio das federações em seus estados, a política de eficiência energética. A CNC acredita neste incentivo sustentável sempre através de bons exemplos e boas práticas”, ressaltou a chefe da AGR, Wany Pasquarelli.

Programa de Eficiência Energética

Antes da visita, Sheyla apresentou o Programa regulado pela ANEEL, que determina às grandes concessionárias de distribuição de energia elétrica do País investir 0,4% de sua receita operacional líquida em projetos de eficiência energética. Destacou ainda outras iniciativas voltadas à eficiência energética existentes no país, tais como Programa Brasileiro.

As chamadas públicas dão transparência a esse processo e oportunizam aos diferentes segmentos (industrial, residencial, comercial, iluminação pública e rural) recursos para projetos de eficiência energética, sob a ótica da relação custo x benefício (RCB) e na amplitude dos resultados dos sistemas energéticos eficientizados, incluindo também projetos educacionais voltados à mudança de consumo e hábito.

Para consumidores com fins lucrativos, o recurso é utilizado mediante um contrato de desempenho. O programa custeia o total para realizar o projeto e o consumidor beneficiado pagará com o desempenho do próprio projeto.

“A medida que ele vai economizando, diminuindo a conta de energia no final do mês, vai amortizando a dívida que adquiriu junto à distribuidora local. A vantagem é que o consumidor não tira um centavo do bolso“, explicou Sheyla, lembrando que a finalidade desse recurso é incentivar o mercado de eficiência energética, por isso não são cobrados juros, apenas correção monetária.

Números gerais

O 0,4% da receita operacional líquida de todas as distribuidoras participantes representa cerca de R$ 500 milhões ano. Já foram investidos R$ 5,7 bilhões para cerca de 4.000 projetos, com retirada de demanda na ponta de 2,3 GW e economia de energia acumulada no período de 46 TWh.

“Hoje é mais barato para o País economizar energia do que expandir um sistema, porque a tarifa reflete um custo marginal de expansão: geração, transmissão e distribuição. É melhor investir em eficiência energética, sem contar a redução dos impactos ambientais provenientes da expansão”, finalizou Sheyla.