No FITS 2020, presidente Tadros destaca inovação como fator de sustentabilidade

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Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade debateu cenário de mudanças no pós-pandemia
Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade debateu cenário de mudanças no pós-pandemia
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Reprodução da internet

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, participou do debate Inovação e Tecnologia: Caminhos para uma Retomada Sustentável, promovido pelo Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade (FITS 2020), no dia 7 de dezembro. O FITS 2020 é um espaço de diálogo, de avaliação de cenários e de construção de rumos neste momento de profundas mudanças, de reestruturação da sociedade e do mercado, pós-pandemia.

Ao lado dos debatedores Lidia Arthur Brito, diretora do Escritório Regional de Ciências da Unesco para América Latina e o Caribe, e Rogério Studart, senior fellow da World Resources Institute (WRI), o presidente da CNC apresentou a visão da iniciativa privada e do empresariado brasileiro do comércio de bens, serviços e turismo para uma retomada mais sustentável da economia no pós-pandemia, com o uso da inovação e tecnologia.

Para José Roberto Tadros, o avanço tecnológico é algo constante e permanente e será decisivo para a sustentabilidade das empresas. “Especificamente no momento que estamos vivendo, a transformação digital e os avanços da inteligência artificial se fizeram mais presentes”, Observou Tadros, avaliando que, no pós-pandemia, o consumidor seguirá adotando um comportamento híbrido, já que a ida das pessoas ao comércio de rua, aos shoppings centers, não deixará de existir. “O e-commerce já vinha crescendo antes da pandemia, sendo utilizado por questões de comodidade, mas agora se intensificou”, afirmou Tadros.

CNC Transforma

O setor do comércio foi profundamente impactado pela necessidade de adaptação às tecnologias, e a CNC está integrada a esse processo, avançando na consolidação de um trabalho de inovação e tecnologia em todo o Sistema Comércio, com mais de 650 lideranças inscritas no programa CNC Transforma.

A meta é estabelecer uma cultura de inovação de forma a estender às empresas do setor ferramentas e conceitos que contribuam para uma gestão mais ágil, eficiente e competitiva, ajudando-as a enfrentar os desafios do mercado. Até o momento já são 23 soluções desenvolvidas por startups apresentadas à CNC para serem avaliadas.

“Entendemos que, no nosso caso, a informática e a inteligência artificial são muito importantes para o setor, mas, paralelamente a isso, nós precisamos reduzir as desigualdades sociais, porque estamos numa sociedade de consumo, com expressivos bolsões de pobreza, e as pessoas, muitas vezes sequer têm recursos para se alimentar”, observou Tadros.

Segurança jurídica

O presidente citou, como exemplo, o fato de as universidades privadas terem passado a ministrar seus cursos de forma remota e avaliou o desafio das universidades públicas, que precisaram suspender as aulas, porque grande parte dos alunos não tinha acesso a bons computadores e à internet de qualidade.   

Voltando à atividade comercial, Tadros falou sobre o Brasil ser um país com dimensões continentais, no qual alguns munícipios brasileiros não contam com acesso adequado à internet, além da dificuldade de uma parte da população em assimilar esses avanços tecnológicos. “O sistema sempre será híbrido, vamos verificar, com a retomada segura, que a população não vai abandonar o comércio de rua e os shoppings, nem tão pouco a informática”, comenta Tadros.

Ele frisou que, no que toca ao comércio, é consenso a necessidade de avançar celeremente e, para isso, será preciso reduzir os desníveis sociais e econômicos. “Em relação ao investimento em sustentabilidade, precisamos ter uma visão de um país aberto para o mundo, e esse país precisa ter pilares básicos, como segurança jurídica, redução da carga tributária, de tal maneira que se reduzam os impostos. O estrangeiro não consegue entender a questão tributária e administrativa no Brasil. Neste momento estamos tentando manter as empresas erguidas”, afirmou Tadros.