CNC destaca esforço do setor de turismo durante fórum brasileiro

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03 A 04 set 20
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O presidente Tadros fez referência ao papel do Cetur, que completou 65 anos em agosto
O presidente Tadros fez referência ao papel do Cetur, que completou 65 anos em agosto
Crédito
CNC

A retomada do turismo pós-pandemia foi o tema da 5ª edição do Fórum Brasileiro de Turismo, evento on-line e gratuito, realizado na segunda-feira (31), que contou com a participação de empresários, lideranças do setor e representantes do poder público. O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, abriu o primeiro painel que tratou da importância do segmento e da hotelaria para a economia do Brasil, destacando o turismo como ferramenta de integração e fator de distribuição de renda.
 
Um estudo realizado pela CNC apontou que as perdas totais no setor chegaram a mais de R$ 150 bilhões - que já acarretaram cerca de 400 mil demissões, com potencial de chegar a 700 mil postos de trabalho. “O Turismo no Brasil representa de 8% a 12% do PIB, e os recursos circulam desde o gasto com o transporte aéreo até compras de artesanatos, passando por veículos, hotéis, restaurantes e bares. Tão logo seja ultrapassada essa etapa cruel do coronavírus, que ocasionou uma interrupção na integração entre os povos, temos que usar todo o nosso potencial para fomentar o turismo e buscar a recuperação”, observou.
 
Tadros também ressaltou que nos últimos meses o setor teve as atividades paralisadas em 86% e que agora começa uma breve recuperação. O presidente encara com otimismo a retomada das atividades e destaca as belezas naturais, o clima ameno e o jeito peculiar do brasileiro de receber bem como pontos que impulsionarão este novo momento.
 
“O Brasil tem muito potencial, e após meses de um cenário que nos abalou grandemente, onde tínhamos somente 14% das atividades instaladas, vemos uma luz no fim do túnel, com os esforços que os empresários estão fazendo para diminuir os prejuízos, principalmente no que diz respeito à perda de empregos, e aproveitando as belezas inigualáveis do nosso país, da selva amazônica ao pantanal; das praias do Nordeste às belezas do Rio; da pujança industrial de São Paulo e das serras gaúchas às Cataratas do Iguaçu, como uma variedade de oferta de turismo”, enfatizou.
 
Capilaridade do Cetur
 
O presidente Tadros fez referência ao papel do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), que completou 65 anos em agosto e está presente nos 26 Estados mais o Distrito Federal, reunindo 26 das principais associações e somando 100 membros técnicos. “Uma equipe muito qualificada e dedicada para a melhoria do trade por todo o País”, concluiu.
 
No mesmo painel, o diretor da CNC que é responsável pelo Cetur, Alexandre Sampaio, que também preside a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), ressaltou a junção de esforços de entidades patronais do turismo brasileiro, a maioria delas que faz parte do Cetur/CNC, no grupo que ficou conhecido como G20 Brasil.
 
“Com base nas pesquisas fornecidas pela Divisão Econômica da CNC sobre os impactos da pandemia no turismo brasileiro, estamos em contato constante com a Secretaria de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, que foi importante na interlocução eficaz com relatores das medidas provisórias lançadas pelo governo; com os parlamentares que pudessem e podem ajudar nos encaminhamentos do trade ”, enumerou.

Sampaio destacou ainda o trabalho do Sistema CNC-Federações-Sesc-Senac durante a crise, ampliando a formação profissional por EAD, essencial para ajudar na recolocação dos trabalhadores no mercado, além do Mesa Brasil Sesc, que em todo o País atuou para garantir o acesso ao alimento pela população que mais precisa, entre tantas outras ações.
 
Desde março, a FBHA busca minimizar os impactos negativos no turismo nacional. Apesar das perdas progressivas, a entidade oferece suporte aos empresários do setor para que não acumulem prejuízos irreversíveis. Ainda assim, há falência de empreendimentos tanto no âmbito da hotelaria quanto da alimentação.
 
Sampaio enfatizou que muitas das empresas que sobreviveram ainda terão dificuldades pela frente. “Apesar das alternativas criadas pelo governo como o Pronampe, várias micro e pequenas empresas não resistiram e fecharam definitivamente. É fundamental que seja prorrogada a MP 936, que virou a Lei 14.020, que, além da redução de salário e jornada, estabeleceu modalidade de suspensão do contrato de trabalho, conhecida como lay-off “, defendeu, enfatizando que a prorrogação por mais 60 dias que o governo determinou não é suficiente para o setor.
 
Durante o evento, foram apresentados temas como emprego e renda – perspectivas e cenários; como o mercado de turismo está se preparando para a retomada; como o empresário pode contribuir para o bem-estar do turista e como incentivar o turista com segurança em tempos de pandemia.
 
A abertura, feita pelo presidente do Global Council of Sales Marketing (GCSM), Agostinho Turbian, contou com mensagens do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; e teve ainda apresentação do presidente executivo do Visite São Paulo e da Unedestinos, Toni Sando; e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin.