Ministério do Turismo lança diretrizes para o turismo social em evento da CNC e do Sesc

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04 A 05 jul 19
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Painel debate políticas públicas para o turismo social
Painel debate políticas públicas para o turismo social
Crédito
Christina Bocayuva
No Brasil uma parcela grande da sociedade brasileira não viaja regularmente, nem mesmo em férias, por motivos diversos. Como as políticas públicas podem ampliar o universo de viajantes e como a promoção do turismo social pode ajudar no crescimento do turismo doméstico? Para trazer luz a essas questões, foram debatidos desafios e propostas para uma política pública de Turismo Social durante seminário do Sesc e da CNC, realizado na Fecomércio do Rio de Janeiro, em 4 de julho.
 
Durante o debate, aconteceu o lançamento do documento Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Social no Brasil, elaborado na Câmara Temática de Turismo Responsável, no âmbito do Conselho Nacional de Turismo do Ministério do Turismo. O documento teve ainda a contribuição das Secretarias Estaduais de Turismo. 
 
O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo Brasileiro do MTur, Aluizer Malab Barbosa do Nascimento, apresentou os principais pontos do documento que aponta o turismo social como uma forma transversal de trabalhar a atividade turística, contribuindo para ampliar o acesso das pessoas ao turismo. “O Turismo Social é a forma de turismo que promove a inserção de todos, proporcionando qualidade de vida e exercício da cidadania”, afirmou.
 
Segundo ele, as diretrizes vão nortear ações e fazer convergir políticas no sentido de promover um turismo de todos para todos. “Hoje 60 milhões de brasileiros viajam pelo Brasil, e temos um potencial enorme de crescimento, já que o turismo é um direito de todos e gera a oportunidade de integrar comunidades locais à cadeia produtiva do turismo e, deste modo, obter os benefícios sociais e econômicos que a atividade proporciona”, destacou Malab.
 
O trabalho da Câmara Temática de Turismo Responsável do CNT/MTur teve coordenação-geral da CNC, representada pelo secretário executivo do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, Eraldo Alves. “Esse trabalho contou com a participação do trade turístico brasileiro, com representantes eleitos pelos integrantes do Conselho Nacional de Turismo. E contamos com o apoio fundamental do Alberto D’Áurea, do Sesc Nacional, que é vice-presidente da OITS”, destacou Eraldo.
 
O secretário do Cetur/CNC citou o programa de Turismo Social do Chile, que foi responsável por alavancar as atividades no país, e acredita que o Brasil possa seguir esse exemplo. “Acredito que este documento é um pontapé inicial para começarmos um trabalho como este no Brasil, com apoio de ações governamentais”, afirmou.
 
Para o diretor da Faculdade de Turismo e Hotelaria e coordenador do Observatório de Turismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), João Evangelista Dias Monteiro, é preciso que se desenhe uma estratégia articulando poderes públicos e iniciativas privadas. “O plano é um grande passo, e a partir dele precisamos desenhar ações práticas, que transformem a realidade”, ressaltou.
 
O seminário Turismo Social é uma realização da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Serviço Social do Comércio (Sesc), com apoio da Fecomércio-RJ, da Associação Brasileira de Turismo Social (Abrastur) e da Organização Internacional de Turismo Social (OITS).