Protocolos rígidos garantem retomada do turismo

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Representantes do setor reforçam iniciativas de hotéis e bares para zelar pela segurança dos visitantes
Representantes do setor reforçam iniciativas de hotéis e bares para zelar pela segurança dos visitantes
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Divulgação

Já é seguro viajar? Qual é o papel do turismo e dos eventos na economia do Estado do Rio? Qual é o impacto social do turismo? Representantes do setor de turismo e entretenimento do Rio de Janeiro responderam a estas três questões, entre outros temas, durante a “Live Sesc RJ - A retomada do turismo no Estado do Rio de Janeiro”, realizada em 9 de outubro, realizadas em parceria com os jornais O Globo e Extra.

O objetivo do encontro virtual foi mostrar o que está sendo feito para a recuperação do segmento e, sobretudo, sua importância para a retomada da atividade econômica como um todo.

Participaram do evento a secretária de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Adriana Homem de Carvalho; o diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio; o diretor de programas sociais do Sesc-RJ, Fernando Alves da Silva; o presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), Fernando Blower, e o presidente da Apresenta Rio (Associação de Promotores de Eventos), Pedro Guimarães. A jornalista especialista no setor de viagens e turismo, Carla Lencastre, mediou o debate.

De acordo com o diretor da CNC, as empresas do setor de turismo têm sido muito assertivas e cuidadosas na reabertura de hotéis e pousadas e, portanto, os protocolos estão sendo implantados com muito critério.

Para o diretor de programas sociais do Sesc-RJ é fundamental ressaltar a relevância do turismo na economia do estado do Rio. Em 2019, como ele contou, o setor teve destaque. “A Fecomércio-RJ, o Sesc-RJ e o Senac-RJ, junto com todos os parceiros, realizaram uma série de ações de fomento ao turismo no nosso estado em 2019, como o Salão de Turismo, o Sesc Verão e o Festival de Inverno, na Região Serrana, entre outros. Quando falamos de iniciativas menores, como os passeios e excursões promovidos pelo Turismo Social, tivemos, no ano passado, mais de 50% dos municípios visitados. Talvez, desde a década do ‘tsunami esportivo’, 2019 tenha sido o ano mais impactante em prol de todo o segmento”, disse Alves.

Já a secretária de Turismo do Estado do Rio destacou que o Governo trabalha em prol da recuperação do setor desde maio, estimulando, sobretudo, o turismo dentro do estado. “Temos muita segurança ao dizer que é seguro viajar no Rio. Não trabalhamos só com os principais pontos turísticos, mas com os 92 municípios do estado. Todos se prepararam muito conscientemente para esta retomada”, pontuou.

Momento de união

O presidente do SindRio contou que os bares e restaurantes foram além do protocolo mínimo de higienização dos ambientes. De acordo com Blower, 76% dos empresários dos estabelecimentos fizeram mais do que foi exigido por lei e mais de 90% estenderam o protocolo de limpeza. Para o presidente do ApresentaRio, estas medidas provisórias serão naturalmente incorporadas em um futuro próximo. “Os novos protocolos foram importantes, mas o melhor foi a união do setor, em prol do ambiente comum. A maior satisfação do enfrentamento foi a capacidade de articulação e diálogo conjunto”, elogiou Guimarães.

Os dirigentes, no entanto, estão preocupados com a demora na retomada do movimento em hotéis e bares. Só o setor de restaurantes perdeu 17 mil postos de trabalho na cidade do Rio e 27 mil no Estado.

“A cidade do Rio, hoje, se encontra com 70% dos meios de hospedagens abertos. A ocupação média tem girado em torno de 18% a 25% e, nos finais de semana, chega a quase 40%, índices interessantes. Mas os preços médios têm sido muito baixos. A gente espera que, aos poucos, possamos superar esse impasse e situação”, concluiu o diretor da CNC e presidente da FBHA, Alexandre Sampaio.