10 maio, 2018

Inovação disruptiva já é realidade para empresas

Eduardo Yamashita falou sobre inovação disruptiva no Movin 2018

Crédito: Paulo Negreiros

Eduardo Yamashita falou sobre inovação disruptiva no Movin 2018

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Diretor de inteligência de mercado da GS&MD Gouvêa de Souza, Eduardo Yamashita abriu o segundo painel do Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018), no dia 9 de maio, abordando o tema Tecnologias Disruptivas e os novos modelos de negócios em comércio e serviços.

A tecnologia disruptiva descreve a inovação tecnológica do produto ou serviço, rompendo com padrões, modelos ou tecnologias já estabelecidas no mercado. Não são simples inovações ou aperfeiçoamento da tecnologia já existente. Trata-se de uma mudança de paradigmas, e Yamashita apresentou cases sobre essa revolução varejista.

Segundo ele, no momento está acontecendo o Big Bang do varejo. “Aquela velha definição de loja, clara e muito bem definida, na qual o varejista oferecia a mercadoria e o consumidor ia comprar, simplesmente explodiu”, disse Yamashita, explicando a nova definição de uma loja. “Ela deve ser customizada, personalizada e ter curadoria, administração. Deve ser atraente, engajante e tecnológica, entre outras coisas.”

Alguns exemplos de que esse Bing Bang é uma realidade e está se expandindo foram demonstrados na apresentação de uma lista com os dez maiores varejistas do mundo.

 

Top 10 das empresas mundiais do varejo

 

Em 2001, o Walmart vinha em primeiro lugar, à frente de muitas empresas renomadas, principalmente as de hipermercados. Entre 2001 e 2016, o varejo global sofreu mudanças, e muitas das empresas destacadas no primeiro ano desapareceram do ranking.

“Houve uma bela dança das cadeiras. Após 16 anos, apenas quatro delas permaneceram na lista dos maiores varejistas conglomerados do mundo, em termos de venda”, disse Yamashita. Entre os novos integrantes, grupos de drogaria que reinventaram seus negócios e passaram a vender não somente medicamentos, mas produtos de conveniência e alimentícios.

O diretor destacou ainda a entrada da Amazon em sexto lugar, porque “com a tecnologia, os conceitos de venda também têm mudado.” Como exemplo, Yamashita citou a Ford Motor Company, que abriu uma loja da em Nova York na qual não há carros. “Eles estão tentando comunicar para o púbico que o negócio da Ford não é mais vender carro, mas vender mobilidade”.

Yamashita lembrou algumas declarações de Bill Ford, presidente executivo da Ford Motor Co., que definem a posição da empresa: “O futuro dos transportes pode não incluir carros” e “Por 30 anos eu me preocupei com a forma como vender mais carros e caminhões, mas hoje eu me preocupo com ‘por que tudo o que fazemos é vender mais carros e caminhões?’”.

Focada no desenvolvimento de veículos autônomos, A Ford tem investido em uma empresa de inteligência artificial, a Argo Al, formada por ex-executivos do Google e do Uber.

 

Varejo virtual e inovação

 

A apresentação de Yamashita mostrou também o faturamento do Alibaba Group em apenas um dia: em 11 de novembro de 2017, o grupo de empresas de propriedade privada baseada em e-commerce na internet, com sede em Hangzhou, China, movimentos US$ 25 bilhões. Entre os serviços do Grupo Alibaba estão sites de business-to-business e serviços de varejo e pagamento online.

Outro case apresentado foi o da loja de roupas masculinas que monta o look do cliente a partir de perguntas simples, como “no que você trabalha?”, por exemplo, enquanto o diverte oferecendo água e até mesmo cerveja.

Além de montar os looks formal e informal do cliente no ambiente físico, a loja armazena dados do estilo de quem compra e, para fidelizar o cliente, envia por e-mail publicidades oferecendo novas compras de acordo com seu perfil.

Yamashita deu um conselho aos empresários. “A velocidade da mudança vem impondo grandes desafios às empresas, que devem reinventar seu modo de venda. A palavra é inovação”, disse ele, fortalecendo a necessidade de inovar. “Se você, empresário, acha que as coisas vão melhorar porque a crise econômica no mercado está começando a passar, você não está entendendo nada.”

Por último, o diretor da GS&MD Gouvêa de Souza deixou para reflexão uma frase de Doug MacMillion, CEO da Walmart Inc.: “Se você está entediado, você não está prestando atenção”.

 

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