16 maio, 2017

Previsibilidade para atrair investimentos na área de energia

Crédito: Celso Chagas/CNC

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, dia 16 de maio, em parceria com o jornal O Globo, mais uma edição do E Agora, Brasil? – Análise, Opinião e Bate-Papo, tendo como convidados o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e o sócio-diretor da DPZ Negócios em Energia, David Zylbersztajn. 

O evento reuniu, no Rio de Janeiro, jornalistas, empresários e personalidades da vida do País, para debate sobre temas de interesse de toda a sociedade. 

O ministro de Minas e Energia abriu o encontro enfatizando a intenção de “reinstitucionalizar” a área de energia brasileira, com definições mais claras dos papéis e de responsabilidades de cada agente participante da cadeia produtiva do setor. “A forte judicialização trava o segmento em várias frentes”, apontou Fernando Coelho Filho como um dos fatores que afastam investidores. 

De acordo com o ministro, muito já se avançou na gestão do presidente Michel Temer em relação ao setor, como a reformulação do leilão das linhas de transmissão de energia e a construção de uma pauta emergencial, que engloba uma política de conteúdo local na área de petróleo, e um novo calendário de leilões. “Previsibilidade é tudo o que a indústria sempre quis”, disse. 

Já David Zylbersztajn destacou, durante sua participação, que o governo atual pegou uma das piores fases do setor. Segundo Zylbersztajn, o setor de Minas e Energia entrou em uma espiral negativa que gerou contas e retração de investimentos. Para ele, a supercontratação de energia, com entregas futuras, deverá ser paga por alguém. “Seja o consumidor, o investidor ou o BNDES, alguém vai precisar pagar essa conta”, previu. 

O consultor, que foi também o primeiro diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), destacou que o Brasil não está discutindo como viabilizar o acesso à energia, bem como o papel do próprio País em um cenário mundial que considera, cada vez mais, o consumo inteligente de insumos. “Como o Brasil vai se inserir em um contexto mundial de excelência? Nos Estados Unidos, a variação do consumo de energia é menor que o PIB americano. Lá, a produção se mede pela economia de energia”, exemplificou.

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