25 maio, 2018

Reinvenção dos sindicatos é o caminho para sobrevivência

Crédito: Carolina Braga

A advogada da Divisão Sindical da CNC Lidiane Nogueira fala no talk-show sobre oferta de produtos e serviços pelos sindicatos

Os trabalhos de 24 de maio, segundo dia do 34º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (34º CNSE), realizado em Bonito (MS), começaram com os talk-shows Produtos e Serviços São a Saída para o Custeio Sindical, com o consultor Alberto Pereira Gaspar e a advogada da Divisão Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Lidiane Nogueira, e Contribuição Sindical, com a especialista em Direito Econômico Celita Oliveira Sousa.

Os mediadores dos debates foram o presidente do Sindilojas Rio de Janeiro, Aldo Gonçalves, e o assessor jurídico do Sindilojas Blumenau-SC Nelson Hamilton Leiria, respectivamente. O 34º CNSE segue até 25 de maio, no Centro de Convenções de Bonito.

“É necessária uma reestruturação dos sindicatos, mantendo a missão de representar a categoria, defender os interesses da classe empresarial e oferecer produtos e serviços adequados”, avaliou Aldo Gonçalves, cuja entidade tem mais de 13 mil associados devido à oferta de produtos e serviços.

Uma nova realidade

A advogada Lidiane Nogueira fez a contextualização do cenário laboral após a modernização da legislação trabalhista instituída pela Lei nº 13.467/2017. “Mudanças profundas e corajosas devem acontecer. São necessárias uma reação e uma tomada de consciência, no sentido de que os sindicatos devem se legitimar e resgatar o interesse dos integrantes da categoria que representam, tornando-se atrativos, atuantes e autossustentáveis, para enfrentar uma nova realidade do mundo do trabalho”, afirmou a representante da CNC.

De acordo com Lidiane, os sindicatos devem buscar obter receitas independentemente da contribuição sindical, que deixou de ser compulsória com a edição da Lei nº 13.467. “A atuação sindical moderna deve pautar-se na defesa de um ambiente de negócios favorável à competitividade do comércio e ao crescimento sustentado do País”, disse.

A revisão do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs), programa permanente disponibilizado pela CNC às entidades integrantes do Sicomércio, também foi abordado por Lidiane. Com um modelo mais dinâmico, integrado e adequado à realidade das entidades sindicais, o Segs promove o alinhamento entre a excelência na gestão e a atuação sindical, tendo como premissas os seis eixos de atuação: Relações Sindicais; Comunicação Institucional; Representação; Atuação Gerencial; Atuação Legislativa; e Produtos e Serviços.

Em sua versão atualizada, o Segs passou a priorizar a simplicidade; a facilitação do entendimento e uso do modelo; o rigor técnico e metodológico; a adaptabilidade aos diferentes portes de entidade; uma maior adequação ao ambiente sindical; e um alinhamento mais aprofundado com a rotina das entidades.

Oferta de produtos e serviços requer conhecimento da base

Para o consultor em Gestão da Gaudium Consultoria, Alberto Pereira Gaspar, a reorganização estrutural dos sindicatos é imperiosa, bem como a oferta de produtos e serviços. “Para oferecer novos produtos e serviços, é preciso conhecer bem a base e ter bem definida a sua missão, porque o sindicato pode acabar prestando um serviço que não tem muito a ver com a sua atuação. Tendo esses cuidados, é um belo caminho a ser trilhado. A reorganização também é fundamental, tanto a estatutária quanto a administrativa, porque, com mais representatividade da categoria, mais melhoria da base, é possível prestar um serviço melhor”, explicou.

Já a advogada Celita Oliveira Souza reforçou a necessidade de adequação à nova realidade das relações de trabalho, com a otimização de serviços e produtos dos sindicatos, visando à melhoria das finanças das entidades. “Comunicar os benefícios ofertados pela instituição e que não serão oferecidos para quem não é filiado pode ser uma opção para melhorar a rentabilidade”, sugeriu Celita. “Os empresários recolhem a contribuição sindical desde que tenham contrapartidas, desde que a relação com o sindicato tenha reciprocidade”, pontuou.

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