5 December, 2012

Ações para o setor de serviços

Láercio Oliveira e Ricardo Garcia, da CNC

Crédito: Mundo Mídia

Láercio Oliveira e Ricardo Garcia, da CNC, recebem homenagem da organização do Conterge

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O engessamento da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), as dificuldades na contratação dos serviços e o apagão de mão de obra foram temas de debates do “II Congresso Nacional de Terceirização e Gestão de Serviços (Conterge)”, realizado no Centro de Convenções da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, em 30 de novembro. O evento foi patrocinado pela Associação das Empresas Prestadoras de Serviços do Estado do Rio de Janeiro (Aeps-RJ).

 O vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Laércio Oliveira abriu a série de palestras com o tema “Legislação atual e projetos de terceirização em andamento no Congresso”. Para uma plateia constituída, em grande parte, de empresários do setor de serviços, Laércio defendeu que o engessamento legal restringe as oportunidades para quem procura emprego. “Hoje, os donos de restaurantes e hotéis são muito punidos. Como a CLT é engessada, cobra-se um determinado horário a ser cumprido pelo empregado, e esse empresário soma todo o prejuízo e repassa para o cardápio. A sociedade brasileira é quem paga por isso”, destacou. 

Outro que criticou veementemente a inflexibilidade da legislação trabalhista foi o consultor em relações de trabalho e professor da USP José Pastore. “O setor de serviços precisa ser modernizado urgentemente, porque a forma de trabalhar nesse setor é muito variada. Tem trabalho casual, tem trabalho eventual, intermitente, por tarefa, por projeto, e essas formas não estão reguladas; só tem CLT, que determina trabalho por prazo indeterminado”, explicou. O especialista disse, ainda, não concordar com a redução da jornada de trabalho, porque o custo para o setor de comércio e serviços seria muito elevado.

O presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) e do Seac-RJ, Ricardo Garcia, apresentou a palestra “Paradigmas na contratação de serviços”. “Este encontro foi uma oportunidade de esclarecer, sem receios, a forma correta de utilizar a terceirização, uma ferramenta que permite ao contratante se ater e concentrar esforços na sua atividade principal. Somos um setor forte. Empregamos cerca de 1,6 milhão de pessoas e movimentamos, em 2011, uma média de R$ 32 bilhões, mas ainda é preciso integração entre os players, para conseguir as mudanças que almejamos”, disse Garcia.

Além das questões da esfera governamental, a conduta dos contratantes também tem dificultado o crescimento do setor. Segundo Ricardo Garcia, o atraso no pagamento e a demora do reajuste contratual tornam inviável a manutenção e o cumprimento dos serviços contratados. “Os trabalhadores do setor, em grande parte, recebem um salário mínimo, que é reajustado anualmente pelo governo federal. Sendo assim, os funcionários recebem o reajuste anual, mas nós arcamos com ele sozinhos, pois não há uma contrapartida do tomador de serviços. Em alguns casos, quando o reajuste contratual é definido, há, ainda, a questão do retroativo, que algumas empresas se recusam a pagar. Essa situação não apenas diminui a margem de lucro, como também inviabiliza a manutenção de um serviço de qualidade para a empresa contratante”, explicou. 

O Congresso também contou com as palestras “Etapas de um projeto de terceirização”, proferida pelo autor do livro “Guia prático de terceirização”, Giuseppe Russo; e “O segredo das empresas motivadoras”, do empresário e consultor na área de comunicação corporativa e marketing Marcelo Reis. Na abertura do encontro, o diretor das empresas de RH e Trabalho Temporário da Aeps-RJ, Adalberto Santos, explicou o objetivo do Congresso. "A proposta do Conterge é viabilizar um debate aberto sobre as questões que interferem no setor de prestação de serviços."

 

Fonte: Mundo Mídia

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