11 November, 2016

Construcard e Cartão BNDES devem dinamizar mercado de materiais de construção

Câmara Brasileira de Materiais de Construção discute expansão no setor

Crédito: Márzul Estumano

Coordenador da CBMC debate ampliação de créditos para inclusão de pequenas empresas ao lado do convidado do BNDES

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A Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC) se reuniu na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília, no dia 9 de novembro, para discutir ações que dinamizem o setor. Na pauta, assuntos como o Cartão BNDES para materiais de construção e o relançamento do cartão Construcard, da Caixa Econômica Federal (CEF), pelo presidente da República, Michel Temer. Também foram abordados a qualificação profissional setorial pelo Senac e os impactos do atual cenário econômico no mercado de atuação das empresas do setor.

O coordenador da Câmara, Cláudio Elias Conz, iniciou a reunião informando aos empresários do setor de materiais de construção a reativação do Construcard. “Declaro a todos o tão esperado relançamento do cartão Construcard, agendado para o dia 24 de novembro, pelo presidente da República, Michel Temer.”

Novo provedor de financiamento para o comércio de materiais de construção, o sucesso na reativação do cartão foi definido por Cláudio Conz “como fruto de um importante trabalho conjunto do setor e deve sim ser comemorado por todos”.

Cartão BNDES

Outro importante instrumento para estimular o mercado, o Cartão BNDES foi criado há quatorze anos e teve uma expansão importante ao longo do tempo. “Tratamos agora no sentido de ampliar a presença do cartão, com a inclusão dos Microempreendedores Individuais (MEI). A presidente do BNDES ficou bem entusiasmada com a nossa proposta”, explicou Cláudio Conz, ao relatar a reunião realizada com a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques.

“Gostei de ouvir da parte dela que a universalização de água e saneamento é prioridade do BNDES. Isso significa que onde tem água e esgoto há possibilidade de crescimento econômico”, ressaltou o coordenador da Câmara.

Ricardo Albano Dias Rodrigues, chefe do Departamento de Operações de Crédito do BNDES declarou que “o cartão vem crescendo seus desembolsos, e a intenção é essa, chegar às pequenas e médias empresas e espalhar os recursos para concessões de crédito pelas regiões do País”.

Segundo o chefe do Departamento de Operações de Crédito do BNDES, uma das agendas em que o banco vem trabalhando é a limitação que a instituição tem atualmente para abrir linhas de crédito mais favoráveis aos pequenos e médios empresários. Abaixo de R$ 20 milhões, é a rede bancaria que distribui, com limitações, os produtos como capital de giro e outros. Segundo Ricardo Rodrigues, o BNDES está atuando para ampliar o número de agentes financeiros distribuindo seus produtos. O banco pretende atrair, inclusive, financiadores estrangeiros. “Ainda dependemos dos agentes financeiros para atualizar essa forma de crédito”.

Cláudio Araújo de Lima (Sicomavi-SP) comentou a respeito das declarações do representante do BNDES: “O grande desafio do empresário hoje é conciliar a venda com os recursos financeiros obtidos. Este ano procurei um crédito de R$ 200 mil e não consegui obter, pois o limite mínimo era de R$ 1 milhão, observou”.

Na mesma linha, Jorge Gonçalves Filho, do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV-SP), disse: “O nosso objetivo é aquecer a economia, expandindo nossas lojas de material de construção, contratando novos empregados, e o BNDES pode, sim, contribuir para isso pelo desenvolvimento do setor e do País”.

Panorama econômico do País

O economista da Divisão Econômica da CNC Antonio Everton Junior apresentou análise sobre a economia, contextualizando o comércio de materiais de construção, com base em dados divulgados pelo IBGE, Banco Central e FGV, e fez algumas previsões econômicas para o próximo ano.

O cenário de ajustes na economia deve continuar repercutindo em praticamente todos os setores. “Vemos a adoção de medidas austeras e duras pelo ajuste financeiro do setor público, pois é a sociedade que pagará com a manutenção dos juros reais altos e eventual aumento da carga tributária”, explicou Antônio Júnior.

Segundo ele, este ano a economia ainda apresentará saldo do PIB negativo, devendo fechar em cerca de -3,2%. “Talvez em 2017 a situação da economia brasileira melhore, tenha ligeiro crescimento, de 1,3%, e então, em 2018, esperamos ter um melhor cenário.”

Cursos de qualificação no Senac

A parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) com a CBMC tem permitido a criação e ampliação de cursos de treinamento para profissionais que atuam no setor de materiais de construção.

Antônio Henrique Borges, diretor de Relações Institucionais do Senac, informou que os cursos existentes e os demais a serem criados serão norteados por princípios baseados na extensão de habilidades e conhecimento, com ênfase em vendas, trabalhando também valores e comportamento.

A reunião foi finalizada pelo coordenador da CBMC, que se dirigiu ao Palácio do Planalto para encontro com o presidente da República, Michel Temer, para tratativas pelo o setor.

 

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