27 March, 2018

Uso de plataformas digitais pelo comércio: um diferencial competitivo

Migração do comércio físico para o mundo digital pautou a reunião da CBCSI

Crédito: Celso Chagas

Migração ou adaptação de negócios analógicos para o mundo digital pautou a reunião da Câmara Brasileira de Tecnologia da Informa

Adicionar aos meus Itens 

Em reunião realizada dia 21 de março, no Rio de Janeiro, a Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação (CBTI) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu um debate entre seus membros acerca das plataformas digitais em rede e de como essas ferramentas podem ser aliadas dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo.

”É um tema atual e relevante para ser debatido em uma entidade como a CNC, que gera insumos para federações de comércio e para os sindicatos associados. Não apenas somos digitais e conectados: somos e estamos em rede, e em cada vez mais redes, distribuídas, pulverizadas. Temos que ter inteligência para explorar o melhor de cada ator desse processo”, afirmou Francisco Saboya, coordenador da CBTI.

Com base na experiência de trabalhos desenvolvidos no parque tecnológico Porto Digital e sob a coordenação do professor e empreendedor na área de inovação Sílvio Meira, Saboya explicou que as plataformas são ambientes digitais que criam conexões simples e efetivas para que seus participantes possam compartilhar conteúdos, produtos e fazer negócios. Além disso, as plataformas são também sistemas de atração de produtores e consumidores, com capacidade para administrar fluxos de informações e troca de valores entre os participantes. “O desafio de hoje é sair de negócios verticais, baseados em processos analógicos informatizados, para negócios digitais, baseados em plataformas, com ou sem pontos físicos, e em rede”, complementou.

Mercados em rede

O conceito de mercados em rede também foi muito debatido pelos membros da CBTI. Saboya explicou que esses mercados são abstrações dos mercados físicos, um universo virtual onde os agentes (compradores e vendedores) têm que investir em conexões e habilitar suas capacidades de se relacionar e interagir com terceiros.

O coordenador da CBTI também abordou a evolução das plataformas: do controle para a colaboração; de plataformas fechadas para abertas; e da otimização do que é seu para a integração do melhor dos conteúdos de todos que integram as redes. “Nestes tipos de plataforma cabem relações típicas das redes sociais. Quando navegamos no Trip Advisor, por exemplo, percebemos que os comentários e as interações são muito importantes. Ou seja, além dos rankings, a interação dos usuários influencia na hora de fazer um negócio”, explicou Saboya. “No mercado formal, estamos acostumados à figura do distribuidor exclusivo de algum produto ou serviço, com redes regionalizadas, típicas da economia industrial e analógica. A plataforma é um distribuidor virtual que integra e agrega consumidores, fazendo a interface entre produtores e mercados”, complementou.

Ainda durante a reunião da Câmara, foram analisados os principais projetos de lei que abordam temas de interesse do setor de tecnologia da informação, com participação técnica de representantes da Assessoria junto ao Poder Legislativo (Apel) e da Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC.

Comments

0

Os comentários serão moderados, portanto evite o uso de palavras chulas, termos ofensivos ou comunicação vulgar. Se tiver alguma dúvida sobre o tema abordado aqui, use a nossa Área de Atendimento. Talvez a resposta já esteja lá.

Post new comment

The content of this field is kept private and will not be shown publicly.