22 November, 2007

Desemprego é o menor para outubro desde 2002

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Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


Beneficiada por um cenário de juros mais baixos, economia aquecida e empresários confiantes com relação ao futuro, a taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas do país baixou para 8,7% em outubro -menor do que os 9% de setembro.


Trata-se de menor marca para um mês de outubro desde 2002, primeiro ano da nova série da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em outubro de 2006, a taxa de desemprego foi de 9,8%. Ela ficou em 9,6% na média de janeiro a outubro, também a mais baixa para o período desde o começo da nova pesquisa.


Já o rendimento não mostra mais o mesmo vigor do começo do ano. Cresceu 1,2% ante outubro de 2006 -em setembro, a alta havia sido maior: 2,5%. De janeiro a outubro, a renda média subiu 3,4%, também num ritmo menos intenso do que em igual período de 2006: 3,9%.


Em relação a setembro, se expandiu em 0,5% -estimada em R$ 1.123,60.


Para Cimar Azeredo Pereira, gerente da pesquisa de emprego do IBGE, o cenário de crescimento econômico, inflação estabilizada e juros mais baixos levam ao aumento da confiança dos empresários, que estão mais dispostos a contratar neste ano, especialmente a partir deste semestre.


O resultado, diz, é o aumento da ocupação e a conseqüente redução do desemprego. Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas aumentou 3,1% em relação a outubro de 2006. Foram incorporadas 584 mil pessoas ao mercado de trabalho. Já ante setembro, a ocupação cresceu somente 0,2% -ou 51 mil vagas.


Diante do quadro positivo, Pereira diz que a tendência é de taxas de desemprego ainda menores neste mês e em dezembro, período sazonalmente mais favorável para o mercado de trabalho.


O economista Lauro Ramos, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), afirma que o atual cenário positivo para o emprego deve permanecer em 2008, quando as taxas se manterão em declínio. "Embora não seja ainda pujante, o crescimento da economia parece sustentado, bem alicerçado. Isso traz mais confiança aos agentes econômicos."


Segundo ele, outro efeito benéfico é inflação estável. "Em linhas gerais, o resultado [de outubro] foi muito bom. Salvo ocorra o imponderável, como a piora do cenário externo, o mercado de trabalho deve começar 2008 aquecido."


O economista Fábio Romão, da LCA, também avalia como bom o desempenho de outubro. Ele previa uma taxa de desemprego mais alta -9%.


Romão afirma que juros menores, economia em expansão e inflação contida estão por trás do bom momento vivido pelo mercado de trabalho. Ele ressalta a forte queda de mais de um ponto percentual na taxa de desemprego de outubro de 2006 para outubro deste ano.


Massa salarial


Pelos cálculos do Ipea, a massa salarial subiu 4,5% em outubro. O resultado, diz Ramos, reforça a perspectiva de continuidade do crescimento do PIB, impulsionado pelo maior consumo interno na esteira do aumento da renda das famílias.


Apesar do avanço, Romão ressalva que o rendimento crescia até abril num ritmo mais forte.


Desacelerou, afirma, em razão do repique inflacionário provocado pela alta dos alimentos e pelo reajuste menor do salário mínimo.


 

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